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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Tomar | Tomás Santos, nove anos, é campeão nacional e tem pista própria de motocross

Um grupo de cidadãos de Asseiceira (Tomar) remodelou a pista MX Barreiros e realizou na sexta-feira, dia 1 de dezembro, um Track Day com o intuito de intensificar o treino e promover a jovem promessa do motocross nacional que é Tomás Santos, de 9 anos.

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Tomás Santos, de Tomar, tem nove anos e ostenta o título de campeão nacional de motocross no escalão infantis A no seu currículo. Começou a praticar a modalidade com seis anos e desde então nunca mais parou. Com o apoio da família, que o acompanha nos treinos e nas provas, Tomás conseguiu concretizar o sonho de ter a sua própria pista de motocross, um espaço em Asseiceira, que pode ser utilizado por quem queira treinar e praticar.

Sobre a sua dedicação ao motocross e a criação da pista falámos com Tomás há precisamente em dezembro do ano passado, entrevista que agora recuperamos no âmbito do Track Day realizado no dia 1 deste mês.

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Tomás Santos e a estreia da pista de motocross em Asseiceira. Foto: mediotejo.net

– Como começaste a praticar motocross?

Quando tinha seis anos o meu padrasto, Nelson Epifânio, comprou-me uma mota de acelerar e comecei a andar. Toda a gente dizia que eu tinha muito jeito. Na altura comecei a fazer passeios pelo campo. Lá em casa todos andamos de mota: a minha mãe, Celeste Gouveia, tem uma moto 4, o meu padrasto uma gás gás 300, o meu irmão e o meu meio irmão também têm motas. Depois vieram as provas não federadas, eu e os meus irmãos fizemos algumas, as pessoas comentavam que estava ali um pequeno piloto de motocross, e eu cada vez gostava mais deste mundo do motocross. No início de 2015 a minha mãe e o Nelson perguntaram-me se eu queria experimentar o campeonato nacional de motocross e eu, claro, disse que sim. Então compraram-me uma KTM 50 de 2007.

– E quando começaram essas competições?

Comecei a competir quando tinha sete anos, andava na primeira classe.

– Como consegues conciliar os estudos com o motocross?

Por causa de fazer anos em março, quando o campeonato nacional começou estava com algumas negativas, mas no final passei para a segunda classe com noventas a tudo. E fiquei em 4° no campeonato nacional. Este ano [2016] passei para a 3ª classe com Bom a tudo. Não foi fácil conciliar tudo porque foram muitos fins de semana fora de casa mas correu tudo bem.

– Pelo entusiasmo com que falas, nota-se que gostas muito de motocross…

Eu adoro este desporto, ajudou-me a descobrir-me!

– Que troféus já conquistaste até hoje?

Neste segundo ano compramos uma KTM 50 de 2014 e a aposta era ser campeão nacional. O Pedrinha Motor Clube de Alcanena e a JPR Motos apostaram em mim para os representar. Dominei por completo, ganhei tudo onde participei, fui campeão nacional de motocross infantis A e ganhei os três regionais da minha classe infantis A, regionais MX Ribatejo, Sintra MX, regional Norte Penta Control.

 

– Treinas quantas vezes por semana?

Treino duas a três vezes por semana, no inverno treino menos porque saio de noite da escola.

– O que sentes quando estás em cima da mota e em prova? Sentes medo? Tens consciência dos perigos?

Eu tenho noção do perigo, mal seria se não tivesse. Considero-me um piloto consciente. Em cima da mota é adrenalina e diversão, em prova o objetivo é sempre fazer o melhor possível, sou eu e a mota, o resto não me interessa, foco-me na corrida. Antes do arranque há sempre alguma ansiedade, mas quando arranco passa tudo.

– Quem te acompanha e apoia mais de perto?

Tenho o meu padrasto que faz tudo, treina-me, prepara as motas, estuda as pistas, dá-me o máximo de informação possível. E depois é a minha mãe e o meu irmão que também estão sempre lá, todos a trabalhar para mim, sou um sortudo. Além disso, tenho muitas pessoas que me apoiam e acarinham, fiz muitas amizades graças ao motocross.

Foto: Carlos Sousa

– Quais são os teus objetivos para 2017?

Em 2017 vou vestir a camisola da Racespec/KTM um prestigiado concessionário KTM, vou ter o apoio da Jetmar importador KTM para Portugal, e também represento as cores do Pedrinha Motor Clube e da JPR motos. É um ano de transição, tenciono fazer o melhor possível, evoluir de forma sustentada para que no futuro os resultados possam aparecer.

– E sobre a nova pista, como surgiu a ideia de criares a tua própria pista de motocross?

O meu padrasto e a minha mãe pensaram fazer a pista para eu ter mais condições para treinar. O meu avô facultou o terreno e o sonho tornou-se real. Nem sempre dá para ir para longe treinar e assim com a pista perto de casa consigo treinar mais. A ideia é mesmo ter um local sempre em boas condições para treinar.

– Onde se localiza e quais as características da pista?

Fica na Asseiceira. A pista é técnica, tem curvas acentuadas com bons apoios para eu desenvolver a técnica de curvar, tem waves, dois saltos de mesa grandes e saltos drop. Está muito gira.

– Qualquer pessoa pode utilizar a pista?

A pista é privada e para se treinar é preciso pagar porque a manutenção custa caro, e assim também é possível estar sempre em condições.

*Entrevista de José Gaio, publicada originalmente em dezembro de 2016

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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