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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Tomar | Sinagoga bate recorde de visitantes com mais turistas de Israel que de Portugal (C/VIDEO)

Com obras a decorrer desde o início deste ano 2018, a Sinagoga de Tomar, monumento judaico localizado no centro histórico da cidade, bateu em 2016 um recorde de visitantes. De acordo com dados recolhidos pelo mediotejo.net, o espaço – também conhecido como Museu Luso-Hebraico de Abraham Zacuto – foi visitado por 58.191 turistas, com a particularidade de cerca de 70 por cento serem estrangeiros.

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Já em 2015 se tinha verificado um aumento significativo no número de visitantes (50.303), mas em 2016 foi superado o recorde. O principal país de origem dos visitantes é, sem surpresa, Israel, sendo que só deste país vieram mais turistas para ver a Sinagoga do que do mercado interno.

O mês em que a Sinagoga registou maior movimento foi setembro (7.930 visitantes), seguido de agosto (7.159).

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O monumento entrou recentemente em obras de conservação e reabilitação no âmbito do projeto Rotas de Sefarad, que visa a valorização da identidade judaica portuguesa.

Teresa Vasco, guardiã do espaço, faz o acolhimento aos visitantes Foto: mediotejo.net

Teresa Vasco é a voluntária que há 28 anos toma conta da Sinagoga. Ao mediotejo.net mostra-se preocupada com a situação e teme que as obras, previstas para terem início me 2017, se prolonguem para o verão,o que iria afetar fortemente o movimento turístico em Tomar.A tomarense considera que as obras deveriam começar no início do ano (altura em que há menos turistas) e ser realizadas no mais curto espaço de tempo de modo a que o impacte no movimento de visitantes fosse mínimo.

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O projeto de conservação e reabilitação da Sinagoga foi feito pelo gabinete Fernando Sanchez Salvador e Margarida Grácio Nunes Arquitectos Lda, de Lisboa. Custou 20 mil euros + IVA e foi realizado no primeiro semestre de 2016. De referir que a Sinagoga de Tomar recebeu em dois anos consecutivos (2015 e 2016) o certificado de excelência do portal Trip Advisor.

Sobre o Templo

A Sinagoga de Tomar é o único templo judaico proto-renascença existente actualmente no país. A sala destinada ao culto desenvolve-se num espaço de planta quadrada, com piso inferior ao do exterior, dividido em três naves de três tramos, apresentando uma tipologia semelhante à de outras sinagogas sefarditas quatrocentistas.

O tecto, em abóbada de tijolo de arestas vivas, é suportado por quatro elegantes colunas, com capitéis de lavores geométricos e vegetalistas, e por mísulas embebidas nas paredes. A disposição destes elementos encerra um significado simbólico: as doze mísulas simbolizam as doze tribos de Israel, enquanto que as quatro colunas representam as quatro matriarcas – Sara, Rebeca, Lea e Raquel.

Estas duas últimas matriarcas são as filhas de Labão, facto que explica a razão por que os capitéis são iguais em duas colunas e diferentes nas restantes. Para efeitos acústicos, encontram-se colocadas, embutidas na parede dos cantos, oito bilhas de barro viradas ao contrário, que comunicam com a sala através de orifícios. A porta virada para nascente, em arco quebrado, lanceolado do lado de fora, era a porta principal do templo.

A entrada faz-se por uma modesta porta de vão rectangular, voltada para norte. Este espaço apresenta algumas semelhanças com a cripta de D. Afonso, Conde de Ourém, na Igreja Matriz aquela cidade, nomeadamente no que respeita ao sistema acústico e ao tratamento do espaço interno. Depois de algumas escavações feitas no local, foi encontrada uma sala de planta rectangular, adossada ao edifício principal, destinada ao mikvah, o banho ritual de purificação das mulheres.

O acervo do museu inclui livros e objetos da tradição e culto judaicos, sendo ainda exibidas algumas lápides provenientes de vários locais do país e que atestam a importância da cultura hebraica em Portugal. Desta coleção de lápides, há a destacar uma estela funerária proveniente de Faro, alusiva ao falecimento em 1315 do Rabi Ioseph, judeu nabantino, e a lápide de 1308, que assinala a fundação da segunda sinagoga de Lisboa.

  • Reportagem publicada em fevereiro de 2017

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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