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Terça-feira, Setembro 28, 2021

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Tomar | Secretária de Estado pede ao IPT que ajude a identificar e valorizar o Património

A Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES), Maria Fernanda Rollo deslocou-se na manhã desta terça-feira, 11 de abril, ao Instituto Politécnico de Tomar, instituição que foi escolhida para acolher mais uma sessão do ciclo “Diálogos Cruzados”, no âmbito do Programa Ciência e Cultura, dedicada ao tema “Patrimonialização da Ciência e da Cultura: Desafios e Oportunidades”.

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Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES), Maria Fernanda Rollo deslocou-se na manhã desta terça-feira, 11 de abril, ao Instituto Politécnico de Tomar Foto: mediotejo.net

Na ocasião, a governante referiu que “o Instituto Politécnico de Tomar tem sido, para nós, uma referência na área da Conservação e Restauro e da compreensão do Património. Também tem muitos argumentos, que o Património físico, à nossa vista, estimula e legitima e outros que não eram tão valorizados, como é o caso da Levada de Tomar. O património não existe enquanto não o considerarmos como tal”, indicou, pedindo que a instituição ajude neste processo de identificação e valorização do património.

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“No plano da identificação do Património, a DGPC tem vindo a trabalhar ao longo dos anos mas na área do património ligado às instituições do Ensino Superior, e em particular ao Património natural da Ciência e Tecnologia, esse levantamento não tem sido feito de forma sistemática e lançamos, por isso, um convite para que as instituições de ensino superior o possam identificar através do preenchimento de um questionário”, anunciou.

A governante considera que tem havido “uma aproximação muito clara entre Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com uma área governativa e da Cultura que é bastante inédita sob o ponto de vista institucional, embora exista uma agenda comum que é a da valorização do conhecimento.

“Temos lançado alguns projetos, nomeadamente no plano dos repositórios digitais, aproximando aquilo que para nós era uma bizarria não estar em diálogo que são os repositórios da Ciência e das instituições de ensino superior e os repositórios das instituições de cultura”. Maria Fernanda Rollo refere que é importante valorizar o conhecimento, criando mais massa crítica.

Sessão contou com a participação de vários convidados Foto: mediotejo.net

“Lançamos uma iniciativa de laboratórios colaborativos que permitem promover a um encontro entre instituições mas também com o tecido empresarial numa agenda comum e partilhada”, disse, acrescentando que existem oportunidades de financiamento para apoiar estes projetos.

“Temos que trabalhar sob o ponto de vista da valorização dos contextos regionais sendo de realçar a importância que as instituição de ensino superior têm neste domínio e, designadamente, os Institutos Politécnicos”, disse, chamando a atenção para a qualidade das instituições das Universidades e Politécnicos no nosso país, reconhecida num plano internacional.

Rita Melancia, do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura, referiu que este programa surge como resultado de diversos encontros de trabalho entre os Secretários de Estado da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

“Percebemos que existiam questões comuns e situações em que se encontraria um vasto mundo a desbravar. Deseja-se que se consigam alargar as propostas já desenhadas, ganhando as mesmas visibilidade quer ao nível nacional, quer internacional”, indicou. A mesma considera que o tema desta sessão “aproxima dois saberes e perpetua a memória coletiva e social”.

O presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Eugénio Pina de Almeida, referiu que é “um prazer para o IPT receber esta sessão” uma vez que esta instituição teve sempre a preocupação de cruzar a área das Humanidades com a Ciência e Tecnologia.

“Sempre nos pautamos em promover o convívio entre as pessoas da área das Artes e Humanidades e as pessoas da área das Engenharias”, salientou Eugénio Pina de Almeida.


Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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