Sábado, Fevereiro 27, 2021
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Tomar | Ruas de Cem Soldos voltam a encher-se de Bons Sons

As ruas de Cem Soldos voltam a ter enchente de artistas e público com o regresso do Bons Sons no próximo dia 11 de agosto. O programa de 2017 propõe sonoridades que vão do cante alentejano ao rock progressivo de José Cid, que partilha o cartaz e a aldeia até dia 14 com Manuel Fúria e os Náufragos, Capitão Fausto, Mão Morta, Né Ladeiras, Orelha Negra e Rodrigo Leão, entre outros.

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Pelo Palco Lopes-Graça, no Largo do Rossio, vão passar o adufe e o cavaquinho dos Virgem Suta e a música eletrónica dos Holy Nothing no dia 11. No dia 12 é a vez da dupla Medeiros/Lucas com uma sonoridade que puxa a reflexão sobre a essência do ser humano e Né Ladeiras, figura icónica que se afirma em nome pessoal depois dos tempos da Brigada Victor Jara. No domingo, 13, surge o rock progressivo de José Cid, que recorda o álbum “10.000 anos depois entre Vénus e Marte”, e o fado de Paulo Bragança. A semana começa com Rodrigo Leão e Frankie Chavez.

As últimas horas de cada dia serão passadas no mesmo largo, junto ao Palco Aguardela, ao som dos Djs Groove Salvation e Thunder&Co. a 11, o projeto Ballroom a 12, Txiga e a dupla Celeste/Mariposa a 13 e Rodrigo Affreixo a 14. Antes, é obrigatória a passagem pela antiga eira, que dá nome ao palco destinado à nova musica portuguesa, para ouvir as influências indie dos anos 80 trazidas pelos Glockenwise e o rock e pop dos Capitão Fausto a 11.

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No segundo dia, chegam o kuduro e o rock dos Throes + The Shine, passando para a unicidade de Samuel Úria e o ritmo próprio dos Orelha Negra a 13 e reservando para o último dia o rock’n’roll dos The Poppers e a fusão da música lusófona e eletrónica dos Octa Push.

O palco MPAGDP (Música Portuguesa a Gostar Dela Própria), na Igreja de S. Sebastião, recebe a música tradicional portuguesa, clássica e folk dos Band’Olim e os temas de Fausto e Zeca Afonso, a par de originais, dos Singulalugar no dia 11, os cantautores Lucía Vives e João Raposo e o saxofone de Filipe Valentim no dia 12.

No domingo é a vez da performance audiovisual que destaca traços de identidades locais da dupla Sampladélicos, formada por Sílvio Rosado e Tiago Pereira, e dos Moços da Vila, que trazem o cante alentejano a Cem Soldos. No último dia, os moços dão lugar às Moçoilas, três mulheres que chegam para divulgar e afirmar o canto algarvio, e o trio Sanct’Irene Ensemble, que tem a mesma missão associada à região de Santarém.

O adro da igreja passa a ter crentes na música portuguesa com os espetáculos no Palco Tarde ao Sol. Nas escadarias não se olha para o céu e os concertos trazem à terra a música tradicional portuguesa de Manuel Fúria e os Náufragos a 11, a música acústica, o folk e canção de autor influenciadas pelo jazz, o rock, o pop e a bossa nova dos Les Saint Armand a 12, os dispositivos musicais da “Phobos, Orquestra Robótica Disfuncional” trazida por Sonoscopia a 13 e o jazz do trio LST a 14.

O santo padroeiro também dá nome à rua onde regressa a zona de novo artesanato. Conhecida pelos habitantes como a “Rua das Senhoras”, dá morada ao antigo armazém, transformado no espaço dedicado à programação familiar que reforça a parceria com a Canto Firme de Tomar – Associação de Cultura, centrada nas sessões de música para crianças. Perto do local está o portão que se abre durante meia-hora para cada grupo que pretenda apresentar os seus projetos musicais ao público do Bons Sons no Palco Garagem.

O Palco Giacometti, no Largo de São Pedro, recebe Surma (Débora Umbelino), a one-woman-band, e os Whales, banda revelação marcada pelos sons do rock e da eletrónica no dia 11. No dia 12 é a vez das origens alentejanas e algarvias de Filipe Sambado, do universo feminino presente nos temas de Señoritas e do concerto de celebração dos 25 anos do álbum “Mutantes S21” dos Mão Morta. A 13 viaja-se com Captain Boy levando a guitarra a tiracolo, que dá lugar ao folk e música eletrónica de Joana Barra Vaz. As duas guitarras que tocam no dia 14 pertencem a Marco Luz e a Valter Lobo.

A antiga Casa do Povo, transformada em auditório, apresenta espetáculos em parceria com a Materiais Diversos, que traz as duplas de performers Ana Jezabel & António Torres e Lander & Jonas na sexta-feira e no sábado, respetivamente, e a bailarina e coreógrafa Carlota Lagido, no domingo. Na segunda-feira, há cinema com a exibição do documentário “Os Cantadores de Paris” e de curtas-metragens.

PROGRAMA

SEXTA 11
10h00 — Música Para Crianças (Centro de Exposições)
14h00 — Band’olim (MPAGDP)
15h45 — Singularlugar (MPAGDP)
16h45 — Whales (Palco Giacometti)
17h45 — Ana Jezabel & António Torres (Auditório)
18h00 — Manuel Fúria e os Náufragos (Tarde ao Sol)
19h15 — Surma (Palco Giacometti)
20h45 — Holy Nothing (Palco Lopes-Graça)
22h00 — Glockenwise (Palco Eira)
23h15 — Virgem Suta (Palco Lopes-Graça)
00h30 — Capitão Fausto (Palco Eira)
01h45 — Thunder & Co. (Palco Aguardela)
03h00 — Groove Salvation (Palco Aguardela)

SÁBADO 12
10h00 — Música Para Crianças (Centro de Exposições)
14h00 — Lucía Vives + João Raposo (MPAGDP)
15h45 — Filipe Valentim (MPAGDP)
16h45 — Filipe Sambado (Palco Giacometti)
17h45 — Lander & Jonas (Auditório)
18h00 — Les Saint Armand (Tarde ao Sol)
19h15 — Señoritas (Palco Giacometti)
20h45 — Medeiros/Lucas (Palco Lopes-Graça)
22h00 — Mão Morta (Palco Eira)
23h15 — Né Ladeiras (Palco Lopes-Graça)
00h30 — Throes + The Shine (Palco Eira)
01h45 — Zé Nuno, Sam U e Beatdizorder (Palco Aguardela)

DOMINGO 13
10h00 — Música Para Crianças (Centro de Exposições)
15h00 — Moços da Vila (MPAGDP)
16h15 — Joana Barra Vaz (Palco Giacometti)
17h30 — Sonoscopia (Tarde ao Sol)
17h45 — Carlota Lagido (Auditório)
18h45 — Captain Boy (Palco Giacometti)
20h00 — Sampladélicos (Tarde ao Sol)
21h00 — Paulo Bragança (Palco Lopes-Graça)
22h15 — Samuel Úria (Palco Eira)
23h30 — José Cid: 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte (Palco Lopes-Graça)
00h45 — Orelha Negra (Palco Eira)
02h00 — Puto Anderson, Dj Ninoo e K30 – Firma do Txiga (Palco Aguardela)

SEGUNDA 14
10h00 — Música Para Crianças (Centro de Exposições)
14h00 — Sanct’irene (MPAGDP)
14h45 — Os Cantadores de Paris – documentário (Auditório)
15h45 — Moçoilas (MPAGDP)
16h15 — Curtas (Auditório)
16h45 — Marco Luz (Palco Giacometti)
17h45 — Os Cantadores de Paris – documentário (Auditório)
18h00 — LST – Lisboa String Trio (Tarde ao Sol)
19h15 — Valter Lobo (Palco Giacometti)
20h45 — Frankie Chavez (Palco Lopes-Graça)
22h00 — The Poppers (Palco Eira)
23h15 — Rodrigo Leão (Palco Lopes-Graça)
00h45 — Octa Push (Palco Eira)
02h00 — Rodrigo Affreixo (Palco Aguardela)

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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