- Publicidade -

Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
- Publicidade -

Tomar | Requalificação da Várzea Grande cria “novo bater de coração no centro” da cidade – ministra (c/áudio)

Num investimento que ronda os três milhões de euros, a requalificação de uma das principais portas de entrada na cidade de Tomar foi inaugurada esta sexta-feira perante a presença da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. A governante destaca a dignidade para quem chega a Tomar, resultante desta intervenção que cria “uma nova centralidade” numa zona agora “mais atraente e moderna”. Já a presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas (PS), sublinha que este é um projeto “de todos os tomarenses” e que pretende “ter outras visões sobre espaços onde se passou durante anos e que não se reparou nos mesmos”. A edil aproveitou ainda a ocasião para alertar o Governo para a importância das áreas de localização empresarial para a região do Médio Tejo, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

- Publicidade -

Cartão de visita na entrada em Tomar, numa zona onde se localizam desde a estação ferroviária, a central de autocarros, o Tribunal ou o Convento de São Francisco, a Várzea Grande ganhou uma nova cara com uma empreitada de requalificação que, entre avanços e recuos, é hoje “uma sala de receção com grande dignidade para quem chega a Tomar”, palavras da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que marcou presença na cerimónia de inauguração do espaço.

Em jeito de terreiro, a praça situada em frente à sede da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tem hoje na sua envolvente áreas de estacionamento (com postos de carregamento para veículos elétricos), zonas verdes e árvores para sombra, num espaço que cria uma nova centralidade no concelho, a par, por exemplo, da Praça da República.

- Publicidade -

Depois de uma visita à renovada Várzea Grande, a presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, recordou a primeira reunião que despoletou este projeto.
“Eu não me posso esquecer da primeira reunião que tive com a senhora ministra [Ana Abrunhosa], então presidente da CCDR, e com a atual presidente da CCDR [Centro], de negociação do PEDU. E não me esqueço desta expressão da senhora ministra ‘Ó senhora presidente, aquele largo ao pé da CIM [comunidade intermunicipal] merecia uma intervenção’ ”, disse a autarca, assumindo que este é um projeto “de todos os tomarenses”.

Várzea Grande requalificada. Foto: mediotejo.net

Numa intervenção que rondou os três milhões de euros e que teve uma comparticipação de fundos comunitários de 2,5 milhões, Anabela Freitas referiu que a nova Várzea Grande cumpre com a estratégia de “criar centralidades na cidade”.

“Temos a Praça da República, que por si só é uma centralidade e durante décadas era esta a única centralidade de Tomar. Criámos com a Várzea Grande uma segunda centralidade e queremos criar uma terceira centralidade do lado de lá do rio, em frente ao antigo colégio Nuno Álvares que pretendemos requalificar o que ainda falta dele para instalação da Escola Profissional e todo aquele jardim em frente, criando assim uma terceira centralidade”.

Hoje, a Várzea Grande é também um espaço que cumpre três aspetos fulcrais: um “espaço urbano que é para as pessoas, não é para os carros”; multifunções – “tem que permitir concertos, eventos, outras utilizações”; e um espaço inclusivo, que atende as “acessibilidades dos cidadãos com mobilidade reduzida ou outro tipo de deficiências”. “Efetivamente aquele espaço [Várzea Grande] cumpre inteiramente essa função”, reiterou.

“Aquilo que pretendemos é que quem nos visite possa percorrer Tomar, descobrir Tomar, e para quem cá mora possa ter outras visões sobre espaços onde passou durante anos e que não reparou nos mesmos”, acrescentou a edil.

Áudio | Presidente CM Tomar, Anabela Freitas

Já para a ministra Ana Abrunhosa, a Várzea Grande é hoje “um novo bater de coração” numa cidade “mais atraente e moderna” que vai “ser usufruto das famílias de Tomar e também para quem visita Tomar, que encontra um edifício com cara lavada, monumentos que nem conseguíamos descobrir”.

Caracterizando Tomar como “uma pérola em bruto que vai sendo trabalhada e vai começando a ter brilho”, a ministra deixou rasgados elogios à presidente da Câmara Municipal, Anabela Freitas, pelo “espírito de missão pública” e “capacidade de ir problema e problema”.

“É para nós uma inspiração pública e uma referência. (…) Temos presidente e espero que continuemos a ter presidente durante muito tempo, para bem dos tomarenses, para bem da região e para bem do país”, afirmou.

Áudio | Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa

A ministra salientou também a capacidade da autarquia tomarense em aproveitar os fundos comunitários, sublinhando o facto de ser “um dos Municípios com melhor execução”. Ana Abrunhosa deixou ainda uma nota sobre a importância da regeneração urbana para o país e, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida das populações.

Áudio | Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa

“O FACTO DE O MÉDIO TEJO NÃO TER UM CENTRO REGIONAL ESTRUTURANTE (…) NÃO O IMPEDIRÁ DE FAZER CANDIDATURAS AO PRR”, ADMITE MINISTRA

Durante a sua intervenção na ocasião da inauguração da renovada Várzea Grande, a presidente da Câmara Municipal de Tomar e também presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo deixou perante a ministra Ana Abrunhosa e as presidentes das Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo relativamente à elegibilidade da região do Médio Tejo a futuros fundos, nomeadamente ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), por não ter nenhum centro regional e ser uma região polinucleada.

Áudio | Presidente CM Tomar, Anabela Freitas

“Uma preocupação que temos neste futuro próximo, seja ao nível do Programa de Recuperação e Resiliência seja quiçá no próximo quadro comunitário de apoio e que se prende com o Plano Nacional da Política de Ordenamento do Território. Nas mil e muitas páginas, existe um quadro e nesse quadro existe uma legenda que não tem correspondência em mais parte nenhuma documento e que fala em centros regionais e complementares das agregações policêntricas. Aquela que é a realidade da região do Médio Tejo é não termos nenhum centro regional – nenhuma capital de distrito está no nosso território”, disse.

Anabela Freitas expôs preocupações com a região do Médio Tejo no que respeita à elegibilidade ao Plano de Recuperação e Resiliência. Foto: CM Tomar

“Temos cinco, seis – se contarmos com Fátima – centros urbanos de média dimensão e, por aquilo que é a leitura que fazemos do Plano Nacional da Política de Ordenamento do Território, coloca-nos alguns problemas porque deduzimos que já para a aplicação do PRR, nomeadamente nas áreas de localização empresarial, não somos região elegível”, referiu Anabela Freitas.

A presidente da CIM do Médio Tejo sublinhou a centralidade do território e a “proximidade muito grande rodo e ferroviária”, bem como os processos de relevo em curso como a criação de espaços co-working e a questão do aeroporto de Tancos, defendendo que “para nós, as áreas de localização empresarial são muito importantes para o desenvolvimento não só de Tomar mas também da nossa região, porque aquilo que temos sempre presente é que se o concelho ao lado evoluir, eu também evoluo”.

Em resposta às preocupações da autarca e presidente da CIM Médio Tejo, a ministra da Coesão Territorial declarou que para bons projetos “nunca faltam fundos”. “Podem demorar algum tempo mas nunca faltaram fundos para bons projetos. Não há é obra nem apoio sem projeto”, acrescentou.

Áudio | Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa

“O Plano de Recuperação e Resiliência tem imensas áreas onde os municípios podem apresentar projetos. (…) O facto de o Médio Tejo não ter um centro regional estruturante não inibirá este território de ter apoios para o desenvolvimento urbano sustentável. Está aqui a nossa palavra, não impedirá o Médio Tejo de fazer candidaturas ao Plano de Recuperação e Resiliência”, assegurou.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

- Publicidade -
- Publicidade -

2 COMENTÁRIOS

  1. Isto acontece sempre nestas alturas ,eleições a porta e mostra-se trabalho feito e muito dele malfeito e de valores fantasmagóricos .
    Porque diacho os nosso autarcas não apresentam obra antes das eleições ?
    Contribuinte atento começa a desconfiar e na altura do sufrágio abstêm-se ao ver este tipo de circo .

  2. Uma monstruosidade cara, impermeabilizadora do chão, em contrapelo com as mais elementares regras de urbanismo actual, um enorme reflector de luz, que garante um inferno no quente verão tomarense, a destruição de árvores com décadas. há quem vote nesta gente e m vez de os correr de cargos públicos por falta de noção e chame requalificação a esta obra de pato-bravismo?

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome