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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Tomar: Realojamento de família cigana domina reunião camarária

A reunião ordinária do executivo da Câmara Municipal de Tomar realizou-se esta terça-feira, dia 16, tendo os 17 pontos da Ordem de Trabalhos sido aprovados, a maioria por unanimidade, em 10 minutos. O único assunto que gerou discussão foi o realojamento de uma família de etnia cigana numa casa de habitação social no Bairro 1º de Maio (Marmeleiro), junto do terreno onde a associação local pretende construir um lar de idosos.

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O realojamento de famílias de etnia cigana provenientes do Bairro do Flecheiro tem motivado desacatos e notícias de jornais desde o final do ano passado. A história começou com a atribuição de uma casa de habitação social por concurso público no centro do Bairro 1º de Maio, no Marmeleiro, que foi vandalizada antes da chegada dos novos ocupantes.

O assunto voltou a estar “na ordem do dia” durante a reunião do executivo camarário desta terça-feira devido à atribuição da antiga casa das professoras, também no Marmeleiro, a uma nova família da mesma etnia. O edifício está localizado ao lado do terreno onde a Associação Cultural e Recreativa de Melhoramentos “Tempo Livre” Marmeleiro e Capela pretende construir um lar de idosos.

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O interesse demonstrado por aquela associação junto da autarquia para aquisição da antiga casa das professoras foi referido pela vereadora do PSD, Beatriz Schultz, que substituiu o vereador João Tenreiro. Intervenção que motivou resposta por parte de Hugo Cristóvão, vice-presidente da autarquia e responsável pelo pelouro da Ação Social, que esteve reunido com a população do Marmeleiro e a União de Freguesias de Madalena e Beselga no passado dia 10 de agosto.

O realojamento da família de etnia cigana no Bairro 1º de Maio dominou a reunião camarária. Foto: mediotejo.net
O realojamento da família de etnia cigana no Bairro 1º de Maio dominou a reunião camarária. Foto: mediotejo.net

O vereador do PS salientou o facto de nenhuma família proveniente do Bairro do Flecheiro ter sido realojada “até este mandato”, número que entretanto subiu para seis. No que respeita ao concurso público de habitação social que resultou na atribuição da antiga casa das professoras à família de etnia cigana, salientou que “aquela família tem direito aquela casa” e o assunto apenas é abordado “quando se trata da comunidade cigana”.

Anabela Freitas, presidente do município, também respondeu à questão levantada por Beatriz Schultz e salientou que a habitação social representa um “problema grave” no concelho, sendo a primeira vez que a atribuição do edifício que “sempre foi casa de habitação social” gera discórdia.

Depois de solicitar um levantamento de todos os edifícios municipais previstos para habitação social, a vereadora do PSD frisou que a população do Marmeleiro “está agitada” e a nova família “dificilmente” será aceite, não devido à etnia, mas por ser realojada naquele edifício. Uma agitação que Hugo Cristóvão disse ser alimentada “pelas redes sociais”.

O vereador do PS também referiu que o concurso público de habitação social em questão já foi homologado e brevemente será aberto um novo.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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