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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Tomar | PSD alerta para conflitos entre residentes no Bairro de Nossa Srª dos Anjos (c/áudio)

A vereadora Célia Bonet (PSD) alertou em reunião do executivo de Tomar para a ocorrência de conflitos entre moradores do Bairro de Nossa Senhora dos Anjos, referindo que existem pessoas que não apresentam queixa porque “têm medo de retaliações”. O vice-presidente da Câmara Municipal sublinha que a autarquia não pode “agir por boatos” e pelo “diz que disse”, dando conta de que existe uma equipa que semanalmente visita os dois bairros sociais do concelho, tendo inclusive uma das assistentes sociais do Município sido agredida numa das visitas.

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Em reação à denúncia do PSD em reunião do executivo camarário, o vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS), disse que a autarquia não pode “agir por boatos até porque não há forma formal, prática, concreta, de poder agir assim”. Admitindo não ter conhecimento de situações de vias de facto relativas a desacatos, o vereador com o pelouro da habitação aponta ainda que “em bom rigor, o Município nada pode fazer sobre isso, são questões de polícia”.

“Se alguém tem alguma coisa a dizer, vivemos num estado de direito, tem de apresentar nos sítios certos estas questões”, acrescentou. A vereadora social-democrata Célia Bonet deu conta de ter sido alertada para a existência de “alguns conflitos” entre os residentes do Bairro de Nossa Senhora dos Anjos com “muita frequência”.

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“As pessoas alegam que não podem apresentar queixa porque têm medo de retaliações e terá que ser, no fundo, o Município a tomar algumas medidas de modo a aumentar essa segurança naquele bairro”, disse, apelando a que a autarquia aja no sentido de “minimizar este choque de culturas”.

Hugo Cristóvão deu conta de que o município tem levado a cabo um trabalho contínuo nos dois bairros sociais do concelho (o Bairro 1.º de Maio e o Bairro de Nossa Srª dos Anjos), nomeadamente com intervenções de reabilitação ou manutenção, situação que inerentemente leva a que haja, notou, uma “presença recorrente nos bairros”.

Além disso, o vice-presidente da autarquia nabantina refere a existência de uma equipa social na rua que “pelo menos uma vez por semana passa em ambos os bairros, falam com as pessoas, visitam casas”. Hugo Cristóvão divulgou ainda que neste âmbito uma das assistentes sociais do Município foi agredida, sobretudo verbalmente, tendo sido apresentada queixa às autoridades.

Áudio | Hugo Cristóvão, vice-presidente da CM Tomar, fala sobre agressão a assistente social

“É óbvio que sempre que há mudanças num qualquer status quo, há resistências, opiniões. Nós sabemos que muitas vezes, e isso é-nos transmitido, não há nada a não ser uma ou outra pessoa que usa o argumento de ‘eu vivo aqui há 20 anos não tenho que aceitar aqui mais ninguém’ ou por parte de quem chega querer também impor logo uma determinada forma de estar. Isto são adequações que são normais mesmo sem ser num bairro social, pode-nos acontecer a qualquer um”, relatou.

Hugo Cristóvão disse ainda que existe um regulamento em vigor que prevê penalizações para quem proceda de forma incorreta, nomeadamente na situação em causa, mas que para tal é preciso haver registos. “Um município não pode pôr alguém na rua porque alguém diz que disse”, reiterou.

Perante a intervenção do vice-presidente tomarense, a vereadora Célia Bonet (PSD) insistiu na necessidade de haver por parte da autarquia uma “maior proximidade entre os residentes que alegam que ninguém lhes questiona absolutamente nada”.

Áudio | Vereadora Célia Bonet (PSD), em reunião de Câmara

“São problemas que existem entre residentes e que têm que ser resolvidos”, reiterou.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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