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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Tomar | ProTEJO vai vogar no dia 17 de julho “Pela despoluição do rio Nabão”

O proTEJO vai promover no dia 17 de julho o “9º Vogar contra a indiferença” com uma descida em canoa numa demonstração ibérica de cidadãos “Pela despoluição do rio Nabão”. A descida de canoa tem 50 lugares disponíveis em 25 embarcações que irão colorir o rio Nabão de todas as cores, estando as inscrições abertas até ao dia 10 de julho.

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O “9º Vogar contra a indiferença” inicia-se pela manhã do dia 17 de julho na Praia fluvial do Sobreirinho e continua com um percurso fluvial em canoa pelo rio Nabão até ao Parque do Mouchão, na cidade de Tomar.

Esta é uma ação de defesa de rios Vivos sem poluição e Livres de açudes e barragens para assegurar a conservação dos ecossistemas e habitats aquáticos, o usufruto do rio pelas populações ribeirinhas e os fluxos migratórios das espécies piscícolas. A organização vai contar com uma participação de amigos do Tejo de Espanha pertencentes à Rede de Cidadania por uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes.

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A Demonstração Ibérica de Cidadãos “Pela despoluição do rio Nabão” decorrerá pela tarde no Parque do mouchão da cidade de Tomar com a leitura da “Carta Contra a Indiferença” sobre a importância de “exigir o desbloqueamento da execução de medidas de melhoria de tratamento das águas residuais urbanas e a fiscalização das atividades poluidoras por parte da Agência Portuguesa do Ambiente que se sabe serem necessárias para eliminar a irresponsabilidade que alimenta os focos de poluição no rio Nabão, que têm vindo a envenenar o ambiente e a afetar a Biodiversidade e a saúde das pessoas”, refere o movimento ambientalista.

“Na origem da poluição” do Nabão, afirma o proTEJO, “está a falta de tratamento de águas residuais urbanas e de descargas de efluentes não tratados provenientes da agricultura, indústria, suinicultura, entre outras”.

O movimento proTEJO vai vogar a 17 de julho em Tomar, “Pela despoluição do rio Nabão”. Foto arquivo: proTEJO

A iniciativa pretende ainda “consciencializar as populações ribeirinhas para o aumento das pressões negativas que resultam da sobre exploração da água do Tejo: as que se avizinham, com projetos de construção de novos açudes e barragens, e as que já existem, face à gestão economicista das barragens hidroelétricas da Estremadura espanhola, aos transvases de água do Tejo para a agricultura intensiva no sul de Espanha e à agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear”.

A descida de canoa visa ainda realçar a “importância do regresso de modos de vida ligados à água e ao rio e das atividades de educação ambiental e turismo de natureza, cultural e ambiental”.

Esta atividade é organizada pelo proTEJO – Movimento Pelo Tejo, e conta com o apoio do Município de Tomar, da Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo e seus afluentes, sendo responsável pela descida a Natur Z.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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