Tomar: Proposta para manutenção de Escolas aprovada mas não exequível

O executivo camarário de Tomar, reunido na tarde de segunda-feira, 6 de junho, aprovou uma proposta apresentada pelos vereadores do PSD, João Tenreiro e Beatriz Schulz, com vista à manutenção da Escola Básica de Paialvo e Jardim de Infância de Fétal de Cima (freguesia de Além da Ribeira/Pedreira) mas a mesma não vai sair da gaveta, de acordo com o que referiu o vereador da Educação, Hugo Cristóvão (PS) com o argumento de que “não assina documentos falsos”.

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Em causa, sustenta, está o facto da escola de acolhimento estar preparada para receber os alunos do estabelecimento que encerra.

A proposta – que surge na sequência de uma recomendação apresentada em assembleia municipal –  foi apresentada e modificada tendo em conta as sugestões do vereador da CDU, Bruno Graça, que a par do vereador dos Independentes por Tomar, Pedro Marques acabaria por viabilizar a redacção final.

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À discussão desta proposta, o segundo ponto da Ordem de Trabalhos, que se prolongou por quase uma hora, assistia, na parte do púbico, o presidente da Junta de Paialvo, Luís Antunes (CDU).

O autarca referiu que se sentia “esperançado” com a aprovação desta proposta, relembrando que se encontra a circular um abaixo-assinado na freguesia com vista a manter de portas abertas a Escola Básica de Paialvo, uma das quatro do concelho que está na “lista negra” dos estabelecimentos a fechar no ano lectivo 2016/1017.

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“Esta decisão e esta votação resume-se a uma coisa: a democracia funciona e as maiorias têm que ser respeitadas”, referiu, acrescentando que este foi mais um passo “contra a desertificação”. O autarca considera que não se pode olhar para leis de “há dez, vinte, trinta ou quarenta anos” dado que a realidade é outra. “A Escola de Paialvo deve-se manter, é isso que indicam as centenas de assinaturas recolhidas nos abaixo-assinados que estão a circular”, disse.

Por seu lado, o vereador Hugo Cristóvão, sublinha que esta proposta é “inócua, uma vez que não é exequível”.

“Estamos a lutar por melhores garantias como, por exemplo, a providenciar transporte para os alunos do pré-escolar. Basta olhar para os números. Se nós não tentarmos defender uma escola por freguesia, em três, quatro anos, as freguesias não vão ter nenhuma escola porque as crianças estão a sair naturalmente”, disse.

Hugo Cristóvão refere que, em termos práticos, esta deliberação apesar de ter sido aprovada choca com o planeamento do próximo ano lectivo que já está concluído.

“Digo mesmo que é uma irresponsabilidade, para além de hipocrisia e populismo. Não pudemos parar a onda com a mão”, criticou em relação aos vereadores sociais-democratas, acrescentando que entende o papel dos presidentes de junta. “Não há nada que possamos fazer neste momento para evitar o encerramento das escolas que estão previstas fechar”, concluiu.

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