Tomar | Presidente do PSD contesta investimento de 3 milhões na Várzea Grande

A presidente do PSD de Tomar, Lurdes Ferromau Fernandes, tornou público esta segunda-feira, 8 de outubro, um artigo de opinião onde critica o projeto para a Várzea Grande defendido pela maioria socialista que governa a Câmara de Tomar. A dirigente diz que o mesmo é “desprovido de qualquer funcionalidade para a Várzea Grande” considerando que ali vão ser “enterrados” 3 milhões de euros. “Será assim que todos queremos que o dinheiro público seja aplicado”, questionou a social democrata.

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Lurdes Fernandes pergunta, neste artigo de opinião, “qual o contributo deste gasto para o
desenvolvimento do concelho e qual a funcionalidade deste gasto para a vida
das pessoas que atualmente residem ou trabalham em Tomar ou se deslocam ao concelho e ainda qual a funcionalidade deste projeto para a realização de eventos”.

Várzea Grande e palácio da justiça em Tomar (Foto: DR)

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“O concelho de Tomar manteve durante décadas uma situação económica relevante e apresentou-se como concelho de referência da região. As novas realidades e exigências económicas e financeiras e a dificuldade de ajustamento de empresas e empresários conduziram ao desaparecimento de várias empresas, deixando muitos trabalhadores sem futuro”, começa por escrever em termos de contextualização, acrescentando que “é necessário apoiar as empresas existentes e as que, entretanto, se criaram e reinventar formas de captar novo investimento”.

“Este projeto é um custo para os cidadãos, pois vai-lhes retirar cerca de 50%
dos lugares de estacionamento, não tendo sido apontadas alternativas, como
por exemplo um parque subterrâneo”, sustenta.

A dirigente do PSD de Tomar esclarece que não é “contra a obra que considera importante – a requalificação da Várzea Grande – mas acrescenta que “nunca pode concordar com a forma com que se prepara para ser executada, resumindo-se a um gasto e não a um investimento que beneficie a qualidade de vida dos cidadãos e dignifique uma das principais entradas de quem nos visita”.

A obra, a partir de um projeto do arquiteto Lourenço Gomes, prevê cerca de 210 lugares de estacionamento nas laterais e à volta do tribunal, prevendo-se ainda um parque para autocarros na zona sul da placa central da Várzea, em frente ao terminal da rodoviária.

Entre as mudanças previstas está incluída nova iluminação, a renovação total do arvoredo, o abate de todas as árvores existentes e plantação de novas, a criação de uma ciclovia, uma paragem de autocarros de turismo na zona sul, a colocação de bancos, papeleiras e bebedouros e a criação de dois percursos pedonais debaixo das árvores, nos lados nascente e poente da Várzea.

O projeto prevê ainda a criação de uma rotunda em frente à estação da CP, onde será colocado o monumento ao soldado desconhecido, com arranjo da envolvente, a renovação do adro em frente ao Convento de S. Francisco, a manutenção do padrão, a substituição do alcatrão por lajedo de pedra de granito composto por paralelepípedos nas zonas nascente, poente e sul ao palácio da justiça e Av. Bernardo Faria, entre outras.

Está ainda prevista a criação de sanitários públicos junto à antiga abegoaria e a criação de área para carregamento de viaturas elétricas.

Várzea Grande, Tomar. Foto: DR

Por causa destas obras e apesar das mesmas não terem começado – o primeiro concurso ficou deserto – a Feira de Santa Iria irá realizar-se nas imediações do Mercado Municipal já no final deste mês de outubro.

 

 

 

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

1 COMENTÁRIO

  1. A Várzea Grande deveria sim ser remodelada, mas deveria existir um estacionamento subterrâneo, e na superfície haver um espaço requalificado com possibilidade para eventos. O espaço foi doado à Câmara Municipal de Tomar com a finalidade de se exercer o evento da Feira de Santa Iria. A autarca responsável pelo município deveria responder judicialmente perante violar um acordo, quando não existe actividade de arranjo do local e não autorizar aí a realização do evento. No caso da Feira das Passas, deveria ser onde sempre foi, na Rua dos Arcos. Ainda peca por incompetência da autarca em autorizar a Feira num local de extremo movimento automóvel, e fechar a circulação à Ponte Nova. Ainda considero perigoso a actividade da Feira das Passas, que criará um enorme movimento pedonal, numa esplanada artificial de madeira criada sobre o Rio no lado oposto do Mercado Municipal.

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