Quarta-feira, Fevereiro 24, 2021
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Tomar: Presidente da Câmara pede mais união no Dia da Cidade

A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS) apelou a uma maior união dos tomarenses esta terça-feira, 1 de março, no Dia em que a Cidade comemora 856 anos da Fundação do Seu Castelo.

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“Apesar de Tomar ser considerado o umbigo do Mundo, segundo Umberto Eco, gostava que cada um deixasse de olhar para o seu umbigo. Cada um de nós pode fazer mais pelo seu espaço. Não sé quem é eleito ou está à frente de uma associação. Se cada um de nós der um pouco de si para o concelho, certamente, conseguimos ser cada vez melhores”, disse Anabela Freitas ao mediotejo.net após as celebrações oficiais que decorreram, no Cine-Teatro Paraíso.  A autarca refere que os discursos das várias facções políticas “estiveram ao nível do Dia que estamos a celebrar e dignificaram “, evocando o Dia Internacional da Protecção Civil, tema escolhido para as Comemorações do Dia da Cidade.

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Anabela Freitas, presidente da Câmara de Tomar, durante o seu discurso

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“Ser tomarense é o que cada um de nós pode dar para o nosso concelho. Seja na vida pública, com responsabilidades de condução, ou nas tarefas do movimento associativo; seja na atividade profissional de cada um de nós ou nos nossos tempos de lazer; cada concelho é o reflexo daquilo que o conjunto dos seus habitantes, o somatório dos seus cidadãos, faz pelo seu território. Desde as grandes obras até ao mais pequeno gesto de cuidar do espaços que são de todos”, disse Anabela Freitas, no seu discurso institucional.

As cerimónias do Dia da Cidade arrancaram pelas 08h00 como o tocar dos sinos no Convento de Cristo, que também se associou à efeméride. Pelas 09h30 na Praça da República, foram depositadas flores a D. Gualdim Pais. Mas o ponto alto das cerimónias de Tomar consistiram nas homenagens que decorreram no Cine-Teatro, algumas a título póstumo.

A Medalha de Honra do Município de Tomar foi atribuída à escritora Inês Pedrosa, que “nasceu em 1962 em Coimbra porque em Tomar não havia maternidade”, tendo vivido na cidade templária durante toda a infância e juventude. A escritora foi uma das mais emotivas que subiu ao palco, agradecendo a homenagem da sua cidade natal.

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Inês Pedrosa após ser homenageada

“Muitos têm dito que gosto muito de Tomar embora seja de Coimbra. O que é certo é que eu de Coimbra conheço pouco. A minha terra é Tomar. A minha mãe nasceu aqui, na Rua D. Pedro Dias e só nasci em Coimbra porque já não se nascia em casa”, disse. A escritora dedicou o prémio à sua mãe e seu avô Domingos Pereira. “Foi Tomar que foi a minha inspiração desde pequena. No meu primeiro romance está um passeio pelo Rio Nabão de uma neta com o avô. Quem vive, nos primeiros anos de infância, num sítio tão belo e tão inspirador deve muito a esse sítio”, disse.

Igualmente homenageados foi o empresário José Cristóvão que confessou, emocionado, “estar um pouco nervoso porque gosta mais de fazer do que  digam o que fiz”, disse.

Também foi distinguido João Mendes Godinho Júnior (a título póstumo), sendo a medalha municipal de valor e altruísmo (grau ouro) atribuída a Diamantino dos Santos,  músico da Banda Republicana Marcial Nabantina há 74 anos e que dedicou a homenagem à sua esposa, com quem está casado há 65 anos. “É a ela que dedico este prémio porque ficou sem a minha companhia durante dias e noites para que eu pudesse ir aos ensaios e representar Tomar a outras terras”

Luís Vasco, que foi durante muitos anos guardião da Sinagoga e ao médico Augusto Tamagnini, com a distinção deste último a ser recebida pelo seu bisneto.

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Homenagem a João Mendes Godinho Júnior

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O empresário José Cristóvão fez um discurso emocionado

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Bisneto do médico Augusto Tamagnini recebeu a distinção

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Diamantino dos Santos dedicou o prémio à esposa

A medalha municipal de valor desportivo (grau ouro) foi entregue a Ana Rente e a Nuno Merino (atualmente a viver nos Estados Unidos), prémios recebidos pelas mães dos dois atletas.  Já a medalha municipal de mérito (grau ouro) a quatro colectividades centenárias: União de Tomar, Sporting de Tomar, Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina e Sociedade Filarmónica Payalvense Manoel de Mattos. A sessão solene terminou, de resto, com a atuação destas duas bandas filarmónicas.

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Homenagem a Luís Vasco

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Homenagem a Ana Rente

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Homenagem a Nuno Merino

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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