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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Tomar | Pedro Abrunhosa critica desinvestimento na Cultura junto à Janela do Capítulo

Pedro Abrunhosa passou por Tomar na terça-feira, dia 19 de outubro, para encerrar o Encontro Fora da Caixa, dinamizado pela Caixa Geral de Depósitos, que decorreu no Convento de Cristo. O cantor esteve à conversa com Clara Ferreira Alves, no painel “No princípio era… o Muito”, e não deixou de manifestar nas redes sociais o desconforto perante o desinvestimento do Governo na cultura e património do país. Pedro Abrunhosa foi fotografado junto à Janela do Capítulo, no Convento de Cristo, e partilhou com os seguidores o seu alerta, referindo-se à ausência de restauro necessário da Janela manuelina, tendo ainda manifestado crítica à parca verba disponibilizada em Orçamento de Estado para a Cultura em Portugal.

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“Convento de Cristo. Tomar. É imperioso descativar a verba atribuída ao restauro da Janela. É também por estas razões que o Orçamento para a Cultura é embaraçante para Portugal”, pode ler-se na publicação do cantor e compositor português.

A publicação tem a reação de mais de 9 mil internautas no Facebook, e muitos são os comentários que subscrevem a crítica e alerta deixado por Abrunhosa esta terça-feira, entre os quais o presidente da Associação Thomar Honoris, Filipe Pires, que refere que a cultura e o património nacional, enquanto legados históricos, estão a ser postos de lado pelo Estado.

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Muitos são aqueles que atestam a veracidade do estado deste património e mencionam ter visitado o Convento de Cristo e verificado a falta de conservação e restauro do mesmo, e em particular da Janela do Capítulo, um dos ícones entre as áreas deste património edificado que é Património Mundial classificado pela UNESCO.

Pedro Abrunhosa esteve em Tomar juntamente com Clara Ferreira Alves, num encontro que também contou com presença da jornalista e pivô Clara de Sousa enquanto moderadora.

Recorde-se que o Governo entregou a 11 de outubro, na Assembleia da República, a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE22).

O primeiro processo de debate parlamentar do OE2022 decorre entre 22 e 27 de outubro, dia em que será feita a votação, na generalidade. A votação final global está agendada para 25 de novembro, na Assembleia da República, em Lisboa.

A audição da ministra da Cultura, Graça Fonseca, no âmbito do processo de aprovação do orçamento está agendada para o dia 3 de novembro.

O setor da Cultura representa 0,25% da despesa total consolidada da Administração central, isto é, dos 390 milhões de euros de despesa total do Ministério da Cultura, prevista para os organismos do setor, em 2022, segundo os números do Governo, divulgados pela Lusa.

De acordo com o quadro da despesa consolidada por programas orçamentais, publicado com a proposta de lei do Orçamento do Estado, entregue no parlamento, a despesa total prevista da Administração Central para o próximo ano ascende a 154,642 mil milhões de euros, o que situa o orçamento do Ministério da Cultura, para os cerca de 20 organismos tutelados, sem RTP, em 0,25% do valor global.

Esta margem sobe a 0,41% considerando a despesa total consolidada de 644 milhões de euros para a Cultura, com os cerca de 254 milhões da comunicação social, na maioria destinados à RTP.

Convento de Cristo, em Tomar. Foto: CM Tomar

Ainda segundo o quadro da despesa consolidada por programas orçamentais, a despesa prevista na área da Cultura é a terceira mais baixa, depois da destinada à Representação Externa (524,4 milhões) e ao Ministério do Mar (174,8 milhões).

Sem RTP, a despesa consolidada da Cultura (390 milhões) é a segunda mais baixa dos programas orçamentais da Administração Central.

No quadro plurianual das despesas, porém, a Cultura, no contexto das “missões de base orgânica”, que congregam a despesa e as fontes de financiamento público do setor, prevê um limite de despesa de 927,4 milhões de euros para 2022.

Há um ano, na proposta de orçamento, a área da Cultura, sem comunicação social, representava 0,21% da despesa total consolidada da Administração Central.

Refira-se, também, que o Castelo de Tomar e Convento de Cristo, sede das ordens religiosas e militares do Templo e de Cristo, foi classificado como Património da Humanidade e inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO, corria o ano de 1983.

Foto: mediotejo.net

A sua classificação teve em consideração nomeadamente a Charola dos templários e precisamente a Janela do Capítulo, considerada uma “invulgar janela ocidental da nave manuelina, cuja construção amplia e prolonga para fora do castelo a própria rotunda, primitivo oratório dos cavaleiros”, segundo pode ler-se no portal online do monumento.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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