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Tomar | Património histórico e herança cultural evocados no Dia da Cidade (c/fotos e vídeo)

Dia de Tomar – Cerimónias solenes do 1 de março – Praça da República

Publicado por mediotejo.net em Quarta-feira, 1 de Março de 2017

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O património histórico e a herança cultural de Tomar foram a tónica dominante dos discursos do Dia da Cidade, durante a sessão solene de assembleia municipal que se realizou na manhã de 1 de março, no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar.  Um pouco antes, decorreram as cerimónias oficiais com o hastear das bandeiras na Praça da República e deposição de flores na estátua de D. Gualdim Pais, assinalando a fundação do Castelo Templário há 857 anos.

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“É ou não um orgulho ser tomarense?”, referiu a presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, que partilhou com o público algumas pinceladas dos quase nove séculos de história da cidade. “No Séc. XV, Tomar esteve intimamente ligada aos descobrimentos, através do Infante Dom Henrique que, vivendo em Tomar, enquanto administrador da Ordem de Cristo, administrou os bens da Ordem para financiar a epopeia marítima dos Descobrimentos”, enunciou. Realçou ainda que foi precisamente nos séculos XIV e XV que a comunidade judaica tomarense atingiu o maior número de membros, contribuindo para o desenvolvimento de Tomar.

A autarca evocou os nomes do Silva Magalhães, primeiro fotógrafo tomarense e de Angelina Vidal, diretora do Semanário “A  Emancipação”. Lembrou a criação da Escola de Desenho Industrial, atual escola Jácome Ratton e as primeiras sessões de cinema no Cine-Teatro Paraíso, não esquecendo a pintora Maria de Lourdes Mello e Castro ou a música de Fernando Lopes Graça, entre outros tomarenses ilustres. “É ou não um orgulho ser tomarense? Para mim é”, disse.

Presidente da autarquia durante o discurso do 1 de março Foto: mediotejo.net

Anabela Freitas referiu que “todos temos o dever e obrigação de honrar o nosso passado” e de proporcionar uma cultura e educação para todos. “Temos, sobretudo, o dever e a obrigação, a partir da nossa herança templária e do nosso legado judaico, de levar Tomar além fronteiras”, concluiu. Anabela Freitas terminou o seu discurso com um desafio: “O que é que cada um de vós, tomarenses, tem para dar a Tomar?”.

Luís Ferreira, eleito não inscrito, sublinhou que Tomar é um concelho cheio de história e de simbolismo. “Temos honra no nosso passado e confiança no nosso futuro. Um futuro alicerçado nos valores templários e na construção de uma sociedade onde os valores da igualdade e fraternidade estão presentes”, disse, frisando que “o trabalho diário de todos é a maior riqueza do concelho”.

Filipe Vintém, da bancada do Bloco de Esquerda, escolheu falar de Cultura e Património. “Tomar é uma cidade com história de séculos, onde a cultura e o património constituem bens inquestionáveis mas é preciso que se faça esta pergunta: como poderemos fazer para que a cultura e o património da nossa terra contribua para o desenvolvimento e bem estar da população?”, disse, frisando que o mais importante do património são as pessoas.

O eleito da CDU, Paulo Macedo, frisou a “excelente iniciativa que consta do programa das cerimónias oficiais deste dia: o dia de portas abertas nas adegas de Tomar”. Aludindo ao trabalho levado a cabo pelo vereador da CDU, Bruno Graça, neste mandato autárquico, referiu que o lançamento das três cartas de sabores acentuam o objetivo do desenvolvimento económico do concelho uma vez que incentivam a produção de riqueza no concelho.

Autarcas de Abrantes e do Entroncamento marcaram presença nesta cerimónia Foto: mediotejo.net

Luís Francisco, dos Independentes por Tomar, fez o discurso mais original desta cerimónia, elencando alguns valores de Tomar de A a Z em palavras-chave. “Açude de Pedra, Carril, Castelo de Bode, Cidade Jardim, Congresso da Sopa, Fatias de Tomar, Gualdim Pais, Instituto Politécnico de Tomar ou Janela do Capítulo”, foram apenas algumas das referências enunciadas.

Hugo Costa, da bancada do PS, sublinhou a importância simbólica de pela primeira vez ser uma mulher a dirigir o município. “Esta origem templária deve ser um orgulho para Tomar. Os Templários deram origem à Ordem de Cristo. Tomar, cidade templária é a nossa marca”, referiu, evidenciando que este é o quarto ano consecutivo que se celebra esta data com toda a pompa e circunstância. “Este é o tempo de homenagem aos grandes homens e mulheres que construíram a nossa grande Festa, a Festa dos Tabuleiros, que merece ser classificado como Património Mundial da Unesco”, disse.

Isabel Boavida, da bancada do PSD, referiu que “Tomar foi ganhando sucessivo protagonismo pela sua centralidade, pelas potencialidades proporcionadas pelo rio ao desenvolvimento da indústria e acumulando, simultaneamente, uma vasta riqueza patrimonial e cultural”. A eleita social-democrata refere que a cidade e o concelho reúne todas as condições para  sair da situação em que se encontram “manifestamente ultrapassados na questão do desenvolvimento pelos concelhos vizinhos que sempre nos viram como um rival numa competição salutar de que me lembro desde os tempos de infância”. Isabel Boavida refere que Tomar “deve apostar na fixação de pessoas, sobretudo jovens, tirando partido da sua centralidade” não se podendo permitir que Tomar continue numa rota de declínio.

Emoção na homenagem póstuma a Mordomos da Festa dos Tabuleiros

A cerimónia foi ainda marcada pela emoção sentida quando os familiares dos homenageados, a título póstumo, subiram ao palco. A medalha de honra do Município (grau ouro) foi atribuída aos onze mordomos da Festa dos Tabuleiros desde a sua renovação em meados do século passado, parte dos quais a nível póstumo.

São eles João dos Santos Simões, José Júlio Bento, João Pedro da Mota Lima, Manuel Bento Baptista, António Carvalho, Raúl dos Santos Coito, Fernando Araújo Ferreira, Manuel Bonet, Luís Carlos Santos, António Madureira e João Victal. A medalha de honra foi outorgada ao crítico gastronómico José Quitério.

A medalha municipal de mérito (grau ouro) atribuída ao Grupo de Forcados Amadores de Tomar e ao Sport Club Operário de Cem Soldos. Com a medalha municipal de valor e altruísmo (grau ouro), foram distinguidos o arquiteto José Inácio Costa Rosa e Jaime de Oliveira (antigo proprietário do Cine-Teatro de Tomar, a título póstumo).

Viúva de mordomo da Festa dos Tabuleiros, Luís Santos, emocionada durante homenagem póstuma Foto: mediotejo.net

A medalha municipal de valor desportivo (grau ouro) foi concedida à Associação Cultural e Recreativa de Santa Cita, ao futebolista Ernesto Figueiredo e ao halterofilista Carlos Tavares.

A cerimónia terminou com a homenagem dos funcionários do Município e dos SMAS com 25 e 35 anos de serviço.

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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