Tomar | Orçamento de 33 milhões e 900 mil euros recebe o voto contra dos vereadores do PSD

O executivo camarário de Tomar esteve reunido extraordinariamente na manhã desta quarta-feira, 31 de outubro, para debater as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara de Tomar para 2019 no valor de 33 milhões e 900 mil euros. O documento acabou por ser aprovado por maioria, com os votos contra do PSD dado que os vereadores argumentaram que não tiveram tempo para analisar o mesmo. Uma vez que o vereador Hugo Cristóvão (PS) se encontra ausente em férias, a presidente da autarquia, Anabela Freitas (PS), teve que exercer o seu voto de qualidade para remeter este assunto à Assembleia Municipal.

Anabela Freitas, presidente da autarquia, explicou as linhas gerais das GOP para 2019 Foto: mediotejo.net

Antes da votação do documento, a presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, explicou as linhas gerais do mesmo.

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“A proposta do orçamento é de 33 milhões e 900 mil euros. Este orçamento define seis objetivos plurianuais. O primeiro é Coesão/Inclusão social onde está previsto um investimento de 6 milhões de euros; no Desenvolvimento Urbano está previsto também um investimento de 6 milhões de euros; no Desenvolvimento Económico, um investimento de 1,6 milhões de euros; no objetivo Proteção Civil (mais vocacionado para as questões da Prevenção e da adaptação às alterações climáticas) 329 mil euros; na Gestão e Equilíbrio Financeiro falamos de um investimento de 340 mil euros e nos Processos Internos, 754 mil euros”, elencou.

Quanto às despesas de Capital e de Investimento estão previstos 12 milhões de euros ( 10 de investimento e 2 para a amortização de empréstimos bancários a decorrer). A margem de endividamento mantém-se nos 18 milhões de euros. De acordo com a autarca, está previsto o recurso ao IFRRU 2020 (empréstimo bancário onde aderiram três instituições bancárias) para a Reabilitação para a Igreja de São João Baptista e a reabilitação de uma casa no centro histórico para a instalação da Casa Museu Maria de Lurdes Mello e Castro.

“Este orçamento não prevê o processo de descentralização e está previsto neste orçamento a criação da empresa intermunicipal de Águas e Saneamento de Resíduos Sólidos com capital social de 210 mil euros com o qual vamos entrar”, acrescentou.

Anabela Freitas disse que, em relação ao Mapa de Pessoal da Câmara, está prevista a transição da Limpeza Urbana para a Câmara, sendo que a 1 de janeiro transitam 15 trabalhadores dos SMAS para a câmara. “Não podemos obrigar os trabalhadores dos SMAS a integrar na empresa intermunicipal pelo que estes serão integrados no mapa de pessoal da câmara”, referiu. Também a transição da RESITEJO para empresa intermunicipal não acarreta encargos financeiros mas caso exista irá ser apresentada uma revisão orçamental.

Vereadores do PSD votaram contra este documento, argumentando que não tiveram tempo para o analisar Foto: mediotejo.net

Os vereadores do PSD votaram contra este documento, argumentando que não tiveram tempo para analisar toda a documentação. Célia Bonet (PSD) recordou que na discussão do ano passado o orçamento foi mais detalhado, o que este ano não aconteceu.

“No dia 26 de outubro, às 16h14, recebemos toda a documentação para decisão nesta reunião, sendo que tivemos apenas 4 finais de dia para analisar toda esta documentação”, disse, acrescentando que para poder votar em consciência tinham que ter tido mais tempo para analisar a documentação. “Devia-nos ter sido dado mais tempo para podermos fazer um trabalho de qualidade”, disse a vereadora do PSD, considerando que esta documentação é muito importante.

“A senhora presidente pode responder que está a cumprir os prazos na lei mas não podemos vir para a reunião com a informação muito superficial que nos deu sobre determinados assuntos. Não lhe poderíamos perguntar antes porque não tínhamos qualquer documentação”, disse. Os vereadores Luís Ramos e José Delgado também apresentaram várias questões sobre as rubricas nas várias vertentes do documentos.

Da documentação analisada, verifica-se a atribuição de 300 mil euros para a Festa dos Tabuleiros 2019, com a presidente da autarquia a justificar este valor com a aposta forte na divulgação desta iniciativa e ainda a rubrica “Tomar Ciclável”, que prevê a construção da ciclovia entre Politécnico e Rotunda do MacDonalds (150 mil euros), entre outras obras.

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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