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Sábado, Outubro 23, 2021

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Tomar | “Nas asas de uma borboleta”: emoções de Virgílio Saraiva em modo poesia

“Nas asas de uma borboleta/viaja a opinião de uma vida/contra a opinião obsoleta/que a utopia está perdida”. Este é um dos muitos poemas do livro de poesia “Nas asas de uma borboleta” de Virgílio Saraiva, que foi lançado na tarde de terça-feira, 21 de março, na Biblioteca Municipal António Cartaxo da Fonseca, em Tomar.  Um livro que, de acordo com o mesmo, “já estava prometido há 10 anos”.

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O autor, chefe de gabinete da presidente da Câmara de Tomar e que presta atendimento no Gabinete de Apoio ao Consumidor na autarquia, revelou que chega a “sonhar poemas e a escrevê-los antes que se sumam da memória”. Referiu que foi na poesia que se iniciou nas suas experiências literárias. “Escrever em Portugal é um crime porque nos sacrificamos a nós próprios. Nós, autores mais modestos, temos que estar a escrever até às quatro da manhã e dormir um bocadinho para no outro dia ir trabalhar”, atestou.

Este é o segundo livro de poesia do tomarense, estando há 10 anos na gaveta Foto: mediotejo.net

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Questionado como é que esteve 32 anos sem publicar poesia, Virgílio Saraiva refere que a oportunidade de publicar este livro surgiu agora devido a questões de maior disponibilidade  financeira, uma vez que publicar um livro é dispendioso. “Este trabalho cheira a tabaco e só o consegui publicar porque deixei de fumar há dois anos. O dinheiro que poupei no tabaco foi todo encaminhado para a edição deste livro”, confessou. “Escrever não custa mas publicar é caro”, referiu, acrescentando que prefere dar o livro a ficar com ele em casa. “Nós escrevemos para que as pessoas leiam. Não é para ganhar dinheiro”, atestou.

O autor refere que demorou 10 anos a escrever este livro porque leu os poemas várias vezes para tentar encontrar a sua musicalidade, considerando que a inspiração tem que ser embebida de sentimento. Recorda que, antigamente, escrevia sempre à mão porque não conseguia ter inspiração a escrever à máquina devido ao barulho das teclas. Escreve sempre à noite mas confessa que nunca o conseguiu fazer durante muitas horas seguidas.

O nome da obra “Nas asas de uma borboleta” foi escolhido após ter parado para observar a natureza. “Ninguém está no mundo só por estar. Estamos cá por algum motivo. Eu vi uma borboleta e naquela imagem que eu vi senti que havia muita coisa. Esta perceção de que nós somos a lagarta, que faz toda a sua transformação numa borboleta maravilhosa, extraordinária que persegue o seu sonho. A Utopia ainda não morreu. Nas asas da borboleta continuamos a acreditar que todos podemos voar”, referiu.

O autor durante o lançamento da sua obra, acompanhado pela presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas e Nuno Garcia Lopes Foto: mediotejo.net

Sessão de lançamento ocorreu no auditório da Biblioteca Municipal Foto: mediotejo.net

Nuno Garcia Lopes, que apresentou a obra, refere que o autor é uma pessoa que não se deixa deslumbrar com facilidade, apesar de ter uma vida académica preenchida e de estar quase a concluir o doutoramento. “Hoje é um grande dia porque publica um  livro novo de poesia e teve uma longuíssima gestação de 32 anos. Percebi a agitação, o nervoso miudinho e a preocupação com os últimos detalhes que Virgílio foi vendo intensificados à medida que nos aproximávamos deste dia. É um livro por onde o amor perpassa do primeiro ao último verso, mesmo nos textos mais crus”, referiu.

A presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas – que recebeu um livro das mãos do autor para a Biblioteca – refere que a sua presença neste evento se fez a nível pessoal uma vez que é amiga do autor. “Desejo as maiores felicidades e que este livro esgote a sua edição e seja um sucesso”, referiu, tendo parabenizado publicamente o autor.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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