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Sábado, Outubro 23, 2021

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Tomar | Morreu José-Augusto França, uma referência das artes e cultura em Portugal

Morreu o historiador, sociólogo e crítico de arte José-Augusto França, aos 98 anos, em França, na casa de saúde de Jarzé, perto da cidade francesa de Angers. Nascido em Tomar em 16 de Novembro de 1922, esta figura de relevo da cultura portuguesa doou parte do seu espólio à cidade natal, que deu origem ao Núcleo de Arte Contemporânea (NAC) e a dezenas de exposições que puseram Tomar na rota das artes plásticas no início do século XXI.

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José-Augusto França encontrava-se internado há vários anos na unidade de cuidados continuados, após uma operação na sequência da qual sofreu diversos acidentes vasculares cerebrais, e morreu hoje às 13:00 locais (12:00 em Lisboa), devendo ser cremado ainda esta semana em França.

Da sua extensa obra, destacam-se os estudos sobre a arte em Portugal nos séculos XIX e XX, as monografias sobre Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, além de outros volumes de ensaios de interpretação e reflexão histórica, sociológica e estética sobre questões da arte contemporânea.

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A sua obra inclui mais de uma centena de livros, entre história da cultura, história da arte, estudos olissipográficos, monografias, ensaios e ficção, nos quais se integra uma monografia sobre o concelho nabantino.

Enquanto teórico e divulgador, participou entre 1947 e 1949 nas atividades do Grupo Surrealista de Lisboa, de que fizeram parte, entre outros, Mário Cesariny de Vasconcelos e Alexandre O’Neill, e foi, na década seguinte, um defensor da arte abstrata.

Fotografia de José-França divulgada pelo Município de Tomar, da autoria de Fernando Lemos, em 1949, propriedade do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e que já esteve em exposição em Tomar numa das temporárias do NAC.

Foi condecorado diversas vezes, como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1991), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2006) e as medalhas de Honra da Cidade de Lisboa (1992) e de Mérito Cultural (2012).

Diplomado pela École d’Hautes Études de Paris e doutorado pela Sorbonne, foi professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa desde 1974, onde criou os primeiros mestrados de História da Arte do país, e jubilou-se em 1992, tendo recebido das mãos do então Presidente Mário Soares a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, no final da última aula que deu.

Também lecionou na Sociedade Nacional de Belas Artes, presidiu à Academia Nacional de Belas-Artes, foi diretor do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris, membro do Comité Internacional de História da Arte e presidente de honra da Associação Internacional dos Críticos de Arte.

O Município de Tomar já lamentou “a perda de uma das figuras mais notáveis nascidas no concelho no século XX e apresenta sentidas condolências”. José-Augusto França tinha sido distinguido com Medalha de Ouro da Cidade de Tomar em 2014.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

Agência de Notícias de Portugal

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