Tomar | Moção “Tomar não é racista” rejeitada em Assembleia Municipal

A deputada municipal, e presidente da Junta de Freguesia de São Pedro de Tomar, Lurdes Ferromau, apresentou as moções em Assembleia Municipal, uma sobre ambiente e uma outra sobre racismo. Foto: mediotejo.net,

O Partido Social-Democrata (PSD) levou à Assembleia Municipal de Tomar uma moção intitulada “Tomar não é racista”, que acabaria por ser rejeitada, na qual é tomada uma posição face a afirmações proferidas pela deputada municipal do Bloco de Esquerda (BE), Maria da Luz Lopes. A visada foi criticada por ter afirmado que “Tomar é uma das cidades mais racistas que conhecia”.

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Perante isto, o grupo municipal de Tomar do PSD diz discordar de tais palavras e apresentou o documento com o propósito de declarar que “Tomar não é uma cidade racista”. No texto é explanado o conceito de racismo afirmando o PSD que racismo pode também ser considerado uma “doutrina antropológica ou política”, dando como exemplos o nazismo na Alemanha ou o Ku Klux nos Estados Unidos da América e ainda o fenómeno de segregação racial do Apartheid.

Neste documento, que foi rejeitado com 18 votos contra (BE, CDU e PS) e 14 a favor (PSD e Independentes), o PSD defende que no concelho de Tomar “sempre se incentivaram políticas de igualdade e solidariedade” e que “sempre existiu em Tomar uma genuína igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, em todos os domínios”.

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O PSD Tomar realça ainda que o concelho está “intimamente ligado ao orgulho da História de Portugal”.

A moção foi apresentada na sessão pela deputada municipal social-democrata Lurdes Ferromau, que apesar de reconhecer que hoje em dia existe “menos tolerância a um nível geral” – situação que considera que se tem vindo a agravar com estes tempos de pandemia – defende que no concelho de Tomar tal não é prática comum e que os tomarenses “não se reveem nesta designação”.

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As reações a esta moção rapidamente se fizeram sentir.

Deputada Maria da Luz Lopes (BE) disse que tem sido enxovalhada pela afirmação que proferiu em Assembleia Municipal a 19 de junho mas reforça que Portugal está entre os países mais racistas. Foto: mediotejo.net

A deputada do Bloco de Esquerda, Maria da Luz Lopes, justificou as afirmações proferidas na sessão de 19 de junho: diz ter dito aquilo que pensa e que se referiu ao racismo no concelho em termos históricos, mas salientou que Tomar não é uma cidade perfeita e que aquilo que fez foi “lançar o debate” sobre o tema.

Do lado do Partido Socialista, interveio o deputado municipal Hugo Costa, dando conta de que este é um “debate em que ninguém ganha” e no qual o PS não tenciona continuar.

Já o deputado independente Américo Pereira considera que é “ofensivo” afirmar que Tomar é racista e deu exemplos no sentido de provar o contrário, como o caso de ter sido dado o nome de António Eduardo Fortes (Totói) ao estádio municipal.

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