Tomar | Ministra da Agricutura promete diálogo e reafirma aposta no uso eficiente de recursos (C/ ÁUDIO)

Ministra da Agricutura promete diálogo e reafirma aposta no uso eficiente de recursos. Foto: DR

A ministra da Agricultura disse hoje, em Tomar, que quer trabalhar “em proximidade” com os representantes do setor, insistindo que se vai bater por garantir o uso eficiente dos recursos e a conservação do ecossistema.

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Maria do Céu Albuquerque encerrou hoje o primeiro dia do “conselho de presidentes” que assinala os 44 anos da criação da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), depois de ouvir o presidente desta organização, Eduardo Oliveira e Sousa, recordar o vasto conjunto de preocupações transmitidas no primeiro encontro realizado com a ministra há cerca de duas semanas.

Céu Albuquerque garantiu que vai continuar a ouvir os diversos parceiros e a trabalhar em proximidade por uma “agricultura aliada a um desenvolvimento sustentável”.

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Esta passa por aspetos como o apoio ao regadio eficiente, “como fator de promoção da competitividade e da previsibilidade da atividade económica”, medidas para “simplificar a vida dos agricultores, proteger a produtividade dos solos, facilitar o acesso à terra, promover a estruturação fundiária nos territórios de minifúndio, assegurar a viabilidade da agricultura familiar”, e estimular o empreendedorismo, disse.

Céu Albuquerque referiu-se também a novas formas de comercialização e de distribuição de proximidade, “sem esquecer a busca de novos mercados”.

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Para a ministra, a prioridade colocada no uso eficiente dos recursos e na conservação do ecossistema “não são apenas ideias”.

“São prioridades que queremos assumir a cada nova medida que venha a ser implementada. Não podemos fechar os olhos, a agricultura é um dos setores da economia que está mais exposta aos riscos associados às alterações climáticas e à degradação do capital natural, seja a erosão, a perda de produtividade do solo ou a escassez e a falta de qualidade da água”, declarou.

A ministra da Agricultura disse hoje, em Tomar que quer trabalhar “em proximidade” com os representantes do setor, insistindo que se vai bater por garantir o uso eficiente dos recursos e a conservação do ecossistema. Foto: DR

Este foi um dos dois “temas emblemáticos” apontados por Oliveira e Sousa para o setor, a par das florestas.

Lamentando a ausência do secretário de Estado das Florestas, o presidente da CAP referiu a expectativa sobre o que irá acontecer ao setor depois da “surpresa” da sua passagem para a tutela do Ambiente, criticou a responsabilização dos produtores florestais “pelos males a que a floresta se encontra associada” e apelou para que as associações do setor sejam “chamadas à revisão da denominada reforma florestal”.

Sobre a água, tema que reconheceu ser complexo no quadro das alterações climáticas e das suas consequências, Oliveira e Sousa lamentou que a sociedade veja no agricultor “um mau utilizador ou mesmo um usurpador da água, noção perversa e errada” que, no seu entender, merece “um envolvimento direto” do Ministério da Agricultura no “desmanchar do mito” e na defesa do setor.

Céu Albuquerque disse ser “fundamental, cada vez mais, a exploração agrícola ser desenhada para a regeneração do ecossistema que lhe está subjacente”, pelo que a eficiência hídrica continuará a ser uma prioridade no âmbito do programa nacional de regadio.

Apontando a melhoria já alcançada em matéria do contributo da agricultura para as emissões nacionais de gases com efeito de estufa (de 14% passou para 10%), a ministra frisou que o setor “deverá também contribuir para a descarbonização da sociedade, nomeadamente assumindo-se como fonte da bioeconomia circular”.

“Não temos dúvidas, temos que encontrar o equilíbrio nesta ligação com a natureza”, disse, afirmando que uma agricultura “amiga do ambiente (…) também contribui para os grandes objetivos de crescimento do emprego e do equilíbrio das contas externas” do país.

A ministra assegurou ainda, em resposta a outra das preocupações colocadas pelo setor, a da excessiva burocratização e complexidade de procedimentos, que não esquecerá a “relevância de garantir mais e melhores respostas” dos serviços da administração pública.

Maria do Céu Albuquerque encerrou hoje o primeiro dia do “conselho de presidentes” que assinala os 44 anos da criação da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP). Foto: DR

O encontro que assinala a fundação da CAP em 25 de novembro de 1975, em Rio Maior, encerra na terça-feira, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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