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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Tomar | Ministra da Agricultura encerra reunião do Conselho Geral da CONFAGRI

Esta quarta-feira, dia 3 de novembro, o Conselho Geral da CONFAGRI reúne no Hotel dos Templários, na cidade de Tomar. Os trabalhos decorrerão ao longo do dia, estando prevista a presença de Maria do Céu Antunes, Ministra da Agricultura, para o encerramento. O PEPAC – Plano Estratégico da PAC 2023-2027 está no centro do debate e reflexão, bem como tomada de posição face aos seus pontos críticos e tradução das preocupações e interesses para os produtores agrícolas e agricultura nacional.

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“A fim de tentar encontrar soluções que respondam às dificuldades e desafios deste setor”, é este o objetivo da CONFAGRI (Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal) que reúne “para discutir e debater as propostas do Plano Estratégico da PAC (PEPAC) 2023-2027, aquele que se afigura como sendo o balão de oxigénio para manter vivo o mundo rural”.

Pelas 14h30 terá lugar uma mesa redonda com o tema “A Proposta de PEPAC responde às necessidades e desafios do setor agrícola e florestal nacional?”, que contará com a participação de Arlindo Cunha, Ex-Ministro da Agricultura, Miguel Freitas, Ex- Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e Eduardo Diniz, Diretor Geral do GPP (Gabinete de Planeamento) e encerramento pela Ministra da Agricultura. A moderação estará a cargo de Francisco Silva, Secretário-Geral da CONFAGRI

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Segue-se um momento dedicado à Visão das Federações Sectoriais, abrindo-se o debate até ao encerramento pelas 17h30, com intervenções de Manuel dos Santos Gomes, presidente da CONFAGRI, e de Maria do Céu Antunes, Ministra da Agricultura.

A ministra Maria do Céu Antunes, durante o Conselho de Ministros de Agricultura, no Luxemburgo, a 28 junho de 2021 Foto: 2021Portugal.eu

Em comunicado, a CONFAGRI reconhece que “esta é a oportunidade para reforçar e fortalecer este setor, para contrariar o abandono da atividade e prevenir o abandono dos territórios, um setor que gera riqueza (representa 3,9% do VA Bruto), que cria emprego e que produz alimentos para sustentar o país. Mas para que isso seja exequível, é urgente que haja um envolvimento e um compromisso de cooperação a nível político que aliviem as sobrecargas ao nível dos custos de produção bem como a carga tributária”.

Refira-se que o Conselho Geral desta Confederação é composto pelos membros da Direção das nove Federações associadas, representantes das organizações aderentes, o Secretário-Geral e trinta personalidades de reconhecido mérito do sector agrícola nacional das diferentes regiões do país.

CONFAGRI teme situação delicada que poderá levar a agravamento dos problemas com abandono da produção agrícola e territórios

Com “extrema apreensão”, é assim que a CONFAGRI já havia expressado antever o futuro do setor agrícola nacional, “considerando que os preços ao produtor de muitos produtos agrícolas e pecuários estão em decréscimo, pela pressão a que estão sujeitos e pela ditadura da distribuição”.

Teme-se “uma possível escassez de bens alimentares nacionais nas «prateleiras», consequência do abandono da produção de muitos produtores e do já conhecido plano estratégico da PAC que desvaloriza a produção nacional”, sublinha a confederação, lembrando que “a atividade agropecuária foi fortemente penalizada pelos efeitos da pandemia COVID-19, devido ao encerramento do canal Horeca”.

Ainda que se esperasse que o fim do confinamento trouxesse perspetivas de recuperação do setor, a confederação afirma que tal “não está a acontecer” e a conjuntura tem-se estado a agravar “em resultado dos aumentos sucessivos dos preços dos fatores de produção, seja o gasóleo, as rações ou os adubos/fertilizantes/fitofármacos”.

Foto: DR

“A atual situação é desesperante, depois de em 2020 ter ocorrido um decréscimo do valor acrescentado bruto (VAB), do setor agrícola, (-8%), o agravamento dos custos intermédios vai continuar a ditar reduções no rendimento desta atividade e a viabilidade de alguns negócios, pelo que se teme a falência de alguns produtores, caso não haja uma resposta à altura por parte das políticas públicas, até agora claramente insuficientes para reestruturar e alavancar negócios locais”, alerta.

A CONFAGRI considera que “perante a delicada situação em que se encontra o setor, poderão vir a ser agravados problemas ambientais e de coesão territorial, com o abandono da produção e dos territórios”.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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