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Sábado, Maio 8, 2021

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Tomar | Mini-central hidroelétrica na ETA da Asseiceira vai custar cinco milhões de euros

A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Asseiceira acolheu a sessão de apresentação pública sobre a reabilitação e ampliação do Sistema de Alenquer IV e sobre a construção de uma mini-central hidroelétrica em Tomar, naquela que é a maior ETA do país. O investimento ronda os 5 milhões de euros.

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A sessão contou com presença do Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, a Secretária de Estado do Ambiente e o Secretário de Estado da Energia, além dos autarcas de Tomar e de Alenquer. Na ocasião, foi plantado um carvalho para oficializar o lançamento do projeto em Asseiceira, que representa um importante passo na estratégia de alcance da sustentabilidade e eficiência energética da empresa.

ÁUDIO | Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes

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Referindo-se ao projeto como sendo “belíssimo exemplo do que é a transição energética e a transição digital”, Matos Fernandes frisou que é importante que “mais projetos destes surjam”. Lembrou ainda que o Grupo Águas de Portugal “tem ambição de ser o primeiro grande grupo deste setor de atividade a ser neutro em emissões carbónicas no mundo, e é bom que exista a vontade política e de gestão”, mas mais do que isso, que se esteja a efetivar o conjunto de projetos anunciados.

João Pedro Matos Fernandes disse ainda que este projeto casa duas áreas que não se devem dissociar na senda da sustentabilidade e uso eficiente de recursos. “Água e energia são dois irmãos que vão ter que se dar bem a vida toda, e por isso é com enorme satisfação que estamos aqui a presenciar um projeto destes”, admitiu.

Foto: DR

O Ministro do Ambiente referiu que a forma de tornar a água mais barata é “tornar mais baratos os sistemas energéticos”, referindo que “50 a 60% do valor da água representa o valor de energia” necessária para a fazer chegar aos consumidores.

É por isso que esta mini-central hidroelétrica da ETA de Asseiceira assume especial importância, por se tratar de um “projeto de sustentabilidade que coloca a EPAL como primeiro grande operador mundial 100% autossustentável em energia, permitindo que a empresa utilize em todos os recintos energia verde produzida na própria empresa – energia hídrica, fotovoltaica e eólica”, segundo José Sardinha, presidente do Conselho de Administração da EPAL.

Sobre a construção da central hidroelétrica, recorda-se que está integrada no programa EPAL 0% Energia cujo objetivo é atingir até 2025, a neutralidade energética produzindo toda a eletricidade que consome, potenciando assim a sustentabilidade das suas operações. Para o desenvolvimento do programa EPAL 0% está previsto um investimento global na ordem dos 70 milhões de euros.

ÁUDIO | José Manuel Sardinha, presidente do Conselho de Administração da EPAL

A mini-central hidroelétrica de Asseiceira, em Tomar, envolve um investimento de 5 milhões de euros, “para produzir energia elétrica (1.5 MW) turbinando a água nas condutas que transportam água para Lisboa, fazendo com que esta seja a primeira ETA a atingir a neutralidade energética assim como a Estação Elevatória (EE) de Castelo do Bode”.

“Para além dos benefícios ambientais e económicos, aumenta a resiliência do sistema de abastecimento face a tempestades e outras calamidades, dado que a alimentação energética à ETA e à Estação Elevatória de Castelo do Bode será feita através de linha privativa instalada no subsolo”, esclarece a EPAL, referindo que “mais investimentos para a eficiência energética e produção de eletricidade limpa em outras instalações e infraestruturas da empresa estão em curso”.

O objetivo da EPAL é “servir cada vez melhor a comunidade com água de qualidade e em quantidade, reforçando o compromisso com a neutralidade energética e a mitigação dos efeito das alterações climáticas”.

Foto: DR

Também apresentado foi o projeto de reabilitação e ampliação do Sistema de Alenquer IV, com especial enfoque no Aqueduto do Alviela, a infraestrutura mais antiga em exploração na EPAL, tendo entrado em serviço na década de 70 do século XIX.

“Foi concebido para transportar graviticamente água desde as nascentes do Alviela (Olhos de Água) até Lisboa (Reservatório dos Barbadinhos), ao longo de um percurso de aproximadamente 114 km”, relembra a EPAL.

ÁUDIO | José Manuel Sardinha, presidente do Conselho de Administração da EPAL

Devido aos 140 anos de atividade, e tendo em conta os problemas derivados da longevidade da infraestrutura em termos de “estabilidade estrutural, de garantia da segurança da qualidade da água e da segurança no trabalho, a EPAL encontra-se a desenvolver um conjunto de projetos que visa a colocação da infraestrutura em regime de reserva estratégica de prontidão”.

A empreitada de reabilitação e ampliação do sistema de Alenquer terá um custo de 4,3 milhões de euros, “englobando genericamente a reabilitação da conduta de Alenquer numa extensão de 3600 metros, a execução de novas condutas num total de 4100m, a ampliação em 500 metros cúbicos do reservatório de Alenquer IV, bem como outras intervenções nos pontos de entrega de água em Casais da Marmeleira e Casal Machado”, enumera a EPAL.

A intervenção visa “constituir uma infraestrutura que permita efetuar o abastecimento de água em alta, de acordo com as melhores práticas do século XXI, garantindo-se a qualidade da água com elevados níveis de eficiência e resiliência”.

A EPAL refere que estar focada na sustentabilidade da gestão energética, economia circular, aumento da resiliência, adaptação às alterações climáticas e inovação, como motores para mais-valias “a nível ambiental, económico e social, que passam também pelo reconhecimento do setor português por outros países o que poderá vir a ser um fator competitivo no setor da água e de exportação do nosso conhecimento e tecnologia”.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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