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Sábado, Setembro 18, 2021

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Tomar: Miguel Araújo, dos coliseus para o Cine-Teatro Paraíso

Uma abordagem simplista à carreira de Miguel Araújo poderia descrever o seu aparecimento no panorama musical português “um tanto ou quanto atarantado”, nome do álbum de estreia dos Azeitonas em 2005. No entanto, escrever sobre este músico e compositor que subirá ao palco do Cine-Teatro Paraíso a 1 de abril, no final da semana em que fechou um ciclo de 17 concertos praticamente esgotados nos coliseus portugueses (Lisboa e Porto) com Mário Zambujo, exige mais respeito.

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Miguel Araújo começou a compor na banda do Porto constituída em 2002 por si, Mário Marlon Brandão, Luísa Nena Barbosa e João Salsa Salcedo e foi com ela que convidou o público nacional a ir consigo “ver os aviões”. Este lançou-o para os primeiros voos altos de um percurso musical que teve início na década de 80, quando recebeu uma viola baixo, e cerca de duas décadas depois passou a incluir o destacado trabalho a solo lançado com o álbum “Cinco Dias e Meio” (EMI, 2012) no qual “Os Maridos das Outras” tinham destaque.

Pelo caminho, em 2010, surgiu o alter-ego Mendes que se juntou a João Só num disco com o nome de ambos editado pela Optimus Discos e com quem participou no espetáculo em que Nuno Markl ensinava “Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos”. A cumplicidade musical com Mário Zambujo teve início nesse ano com o tema “Reader’s Digest”, composto por Miguel Araújo e gravado por Zambujo no seu álbum “Guia”. O trabalho conjunto viria a fortalecer-se com “O que é feito dela?” e “O Pica dos 7”, nos discos “Quinto” (2012) e “Rua da Emenda” (2014), respetivamente.

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Outros temas da sua autoria foram interpretados por Ana Moura e Carminho até à chegada do segundo álbum a solo “Crónicas da Cidade Grande”(Warner Music), em 2014. No ano seguinte, o tema “O Pica dos 7” conquistou o Globo de Ouro para “Melhor Canção do Ano” e foi editado “A Cidade Grande ao Vivo (no Coliseu do Porto)”, uma versão ao vivo do disco anterior.

Os novos temas “Contamina-me”, “Balada Astral” ou “Romaria das Festas de Santa Eufémia” passam agora dos palcos dos coliseus para o palco do Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, na próxima sexta-feira, pelas 22h00, e completam um repertório que tem vindo a receber o reconhecimento crescente do público, dos media e de figuras públicas.

Os elogios ao artista e à sua obra vão-se sucedendo. A revista Blitz caraterizou-o como “um três em um: sabe escrever, sabe compor e sabe cantar” (Luís Guerra), Rui Veloso “um talento nato”, Nuno Markl “um génio” e a revista Time Out “uma das mentes mais brilhantes da canção pop-rock portuguesa”. Mais palavras para quê?

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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