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Tomar: Medicina Interna vai regressar ao Hospital Nª Sra da Graça em outubro

A especialidade de Medicina Interna vai voltar ao Hospital de Tomar a partir do dia 20 de outubro deste ano. O anúncio foi feito pelo vereador da CDU, Bruno Graça, na reunião de executivo camarário desta segunda-feira, 26 de setembro. A confirmação foi dada pelo gabinete do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes. De acordo com a presidente da autarquia, foi ainda anunciada a aquisição de um equipamento de TAC para a unidade hospitalar de Tomar, que será instalado até fevereiro do  próximo ano.

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“O CHMT não vai ficar com mais camas do que as que atualmente existem e os médicos que vão ficar a trabalhar na Medicina Interna são médicos que vivem em Tomar e exercem, neste momento, a sua actividade hospitalar em Abrantes”, avançou Bruno Graça.

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Confirmação foi feita na reunião de executivo pelo vereador Bruno Graça Foto:mediotejo.net

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De acordo com o vereador eleito pela CDU, no total serão serão implementadas 22 camas, o que levantou dúvidas ao vereador independente Pedro Marques, tendo considerado o número “diminuto”. Já o vereador do PSD, João Tenreiro, frisou que o número de médicos que vai trabalhar na Medicina Interna pode não ser suficiente. “Para termos um serviço de Medicina Interna com qualidade precisamos de mais médicos. O que sugerimos é interpelar, desde já, o Ministro da Saúde se o serviço de Medicina Interna não será assegurado apenas por tarefeiros”, disse, acrescentando que também tem que ser acautelada a urgência médico-cirúrgica. A socialista Anabela Freitas, presidente da autarquia, disse que “tem que ser dado um passo de cada vez” e que a questão da urgência médico-cirúrgica será abordada mais tarde.

O Serviço de Medicina Interna no Hospital de Tomar encerrou a 13 de fevereiro de 2012, no âmbito da reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), liderada por Joaquim Esperancinha. Na ocasião, a intenção era a de que o hospital de Abrantes fosse o único a dispor de urgência diferenciada, passando as unidades de Tomar e Torres Novas a ter um serviço de urgência básica, apoiado por viaturas SIV (suporte imediato de vida). Chegaram a ser feitas várias manifestações públicas no Hospital de Tomar e em frente aos Paços do Concelho e os eleitos de Tomar tomaram, na ocasião, posições contra esta decisão.

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Uma das manifestações contra a saída da Medicina Interna Foto:D.R

Por exemplo, numa sessão de assembleia municipal realizada a 15 dezembro de 2015, os eleitos acertaram posições relativamente à importância da existência de urgências diferenciadas e Medicina Interna no Hospital de Tomar. Tanto o executivo da Câmara Municipal de Tomar, como os executivos das Juntas de Freguesia e a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal, debateram-se pela existência destes serviços nas três unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo (Tomar, Torres Novas e Abrantes) uma vez que entendem “não poder existir um verdadeiro Hospital sem urgência digna desse nome, nem sem Medicina Interna, onde os doentes possam fazer a sua recuperação em proximidade”.

Uma tomada de posição que ganhou mais força quando se soube, ainda em dezembro de 2015, que a Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) decidiu voltar a ter um serviço de Medicina Interna no Hospital Rainha Santa Isabel, em Torres Novas, dois anos e meio após ter sido decidido fechar o serviço que ali funcionava e concentrar a Medicina Interna em Abrantes.

No dia 23 de dezembro, tal como o mediotejo.net anunciou, a presidente da Câmara de Tomar, reuniu-se com o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, com o propósito de debater a questão do regresso da Medicina Interna ao Hospital Nossa Sra. da Graça, em Tomar.

Dez meses depois, os intentos das populações e dos seus representantes estão mais perto de serem concretizados com a anunciada reabertura desta valência para o dia 20 de outubro.

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.
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