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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Tomar | Luís Osório desvenda “Ficheiros Secretos” esta sexta à noite, na feira do livro

Qualquer conversa com Luís Osório é boa, mas a desta sexta-feira à noite, em Tomar, promete ser especialmente interessante. O pretexto será a apresentação do seu novo livro, “Ficheiros Secretos – Histórias nunca contadas da política e da sociedade portuguesas” (Ed. Contraponto), onde revela mais de 50 segredos sobre grandes figuras da nossa história contemporânea, de Cunhal a Soares, de Balsemão a Cavaco, de Amália a Saramago.

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São pequenos textos resgatados aos blocos de notas de um dos jornalistas mais brilhantes da sua geração, e que privou ao longo de 30 anos com todas as grandes figuras do poder político, económico e mediático. São histórias que não cabiam no enquadramento das notícias de atualidade, sempre mais formais, ou que Osório não poderia revelar no momento em que as conheceu, com os seus protagonistas ainda em exercício de funções. Agora, com a serenidade que só o tempo e a distância constroem, já é possível levantar o véu dos bastidores de determinados acontecimentos, sem que meio mundo se escandalize. 

Já afastado do jornalismo, depois de ter sido diretor d’A Capital, do Rádio Clube Português, do jornal i e do Sol, e de ter integrado as redações da Visão e do Diário de Notícias (no mítico DNA), Luís Osório dedica-se à escrita (nas redes sociais e em livro) e à consultoria, na área da comunicação empresarial e política.

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Aos 50 anos, está nestas páginas como é – e como sempre foi: frontal, arrojado, apaixonante. Está também um homem que não teme o que os outros possam pensar ou dizer, aquele que sempre foi capaz de fazer as perguntas (ou as afirmações) mais difíceis, olhos nos olhos de um entrevistado, sem nunca desfazer o seu ar sereno. Como quando disse a Otelo Saraiva de Carvalho que achava “bizarras” as críticas que alguns faziam à sua megalomania. “Se Otelo não fosse incontrolável, se por um mero acaso fosse calculista no que pensa e diz, se fosse consequente e não tivesse a mania das grandezas, nunca teria liderado a revolução que derrubaria o Estado Novo.” Otelo ouviu e encaixou. Mas não gostou.

Por estas e outras, já era previsível que a sua postura perante a vida lhe haveria de granjear muitos inimigos. Como nos conta na pág. 119 (a propósito do dia em que Francisco Pinto Balsemão esperou por Isabel do Carmo com uma pistola em cima da mesa), Balsemão bem o avisou, quando lhe entregou o Prémio Revelação do Clube de Jornalistas. Luís Osório tinha 20 anos e espantava o país com a criatividade de ZappingPortugalmente, programas que criou na RTP2. “Recomendou-me que pensasse sobre o que me esperava – se o objetivo passava por tentar estar sempre um passo à frente, que me preparasse para pagar um preço.”

Se lhe perguntarem, talvez ele diga que o está a pagar, e com juros de agiota. Ou talvez encolha apenas os ombros, com a calma que o caracteriza, desvalorizando as fintas que tantos lhe pregaram. Afinal, continua a escrever, a ter os seus leitores, a manter a sua liberdade de pensamento e a terminar os dias embalado pela magia dos pequenos nadas que os filhos lhe vão revelando.

Destaques do último fim de semana da Feira do Livro de Tomar

No sábado, 26 de junho, a Feira decorre entre as 11 e as 23 horas, e terá às 16h00 a presença de José Morgado, autor do livro infanto-juvenil “Balufe Balai, para os amigos Mimi Baleia”.

No domingo, 27, o horário será das 11 às 20 horas. Às 16h00 decorre a conversa “As três religiões que edificaram Tomar”, que vai juntar três autores cujas obras foram publicadas pela autarquia: Maria José Ferro Tavares com “Tomar – A comunidade judaica”, Carlos Batata com “As origens de Tomar” e Carlos Trincão com “Tomar e os Templários”. Três livros que, no seu conjunto, ajudam a perceber a importância que as três religiões monoteístas tiveram na construção da cidade nabantina, pretexto para um colóquio que será garantidamente interessante, com moderação de Nuno Garcia Lopes.

A Feira do Livro de Tomar decorre no Complexo Cultural da Levada, num espaço parcialmente ao ar livre, assegurando todas as medidas de segurança em relação à pandemia, conforme definido pela Direção Geral de Saúde.

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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