Tomar | Judoca Patrícia Sampaio homenageada com medalha de valor desportivo no Dia da Cidade

Sessão de Assembleia Municipal em Tomar

O principal assunto debatido na última sessão de Assembleia Municipal de Tomar foi o 6º Festival das Estátuas Vivas. Esta sexta-feira, 21 de setembro, no salão nobre dos Paços do Concelho, os deputados municipais passaram cerca de duas horas a discutir uma moção apresentada pelo Partido Socialista. Pelo meio discutiu-se também outra moção apresentada igualmente pelo PS, em homenagem à judoca Patrícia Sampaio, e ainda uma proposta que o Bloco de Esquerda levou para o Executivo camarário relativamente ao sistema de estacionamento pago na zona urbana de Tomar.

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A realização do 6º Festival Estátuas Vivas de Tomar, nos dias 8 e 9 de setembro, constituiu para o Partido Socialista (PS) – e também para a bancada do Partido Social Democrata (PSD), uma vez que apesar das criticas nomeadamente quanto ao pagamento de bilhetes no Festival, acabou por votar favoravelmente a moção do PS, embora com declaração de voto – “um assinalável êxito” que atraiu à cidade de Tomar “milhares de pessoas e mobilizou tomarenses.

Na verdade, segundo os números apresentados pela bancada do PSD, pela voz do deputado municipal Ricardo Lopes, o Festival das Estátuas Vivas passou de 30 mil visitantes nas edições anteriores para 13 mil em 2018. Para o deputado social democrata este decréscimo do número de visitantes tem uma explicação: o pagamento de uma entrada (três euros) para ver o Festival, considerando que a Câmara Municipal deverá encontrar “uma forma sustentável de manter o festival” mantendo o evento gratuito.

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O cenário do 6º Festival das Estátuas Vivas foi, em 2018, o Parque do Mouchão e o Jardim da Várzea Pequena “a bordejar o rio Nabão”. O PS considera na moção apresentada que “eventos desta natureza devidamente estruturados e com adequada dimensão, contribuem decisivamente para o desenvolvimento socioeconómico do concelho, conduzindo-o a elevados patamares de notoriedade”.

Sessão de Assembleia Municipal em Tomar

Assim, propôs à Assembleia Municipal de Tomar: “reconhecer e enaltecer publicamente o importante trabalho do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria e dos Serviços Camarários na conseguida realização do 6º Festival de Estátuas Vivas de Tomar; sublinhar quão importante é preparar a realização da 7ª edição deste Festival no próximo ano, cabendo à autarquia proceder às diligências e congregar os apoios conducentes à sua concretização; e aprovar a presente moção em minuta e transmiti-la à Câmara Municipal, Assembleias e Juntas de Freguesia do concelho, Agrupamento Nuno de Santa Maria e publicitá-la na comunicação social”.

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A moção, aprovada por maioria, contou com a abstenção dos eleitos pela Coligação Democrática Unitária (CDU) e pelo Bloco de Esquerda (BE).

O PS apresentou uma segunda moção, desta feita aprovada por unanimidade, de regozijo e de homenagem à judoca Patrícia Sampaio.

A atleta tomarense Patrícia Sampaio, da escola ‘Gualdim Pais’, conquistou uma medalha de ouro no Europeu de Juniores em Judo (categoria de -78 kg) que se realizou na ‘Asics Arena’ de Sófia, na Bulgária, ao vencer na final a alemã Christina Faber por ‘waza ari’, no único dos quatro combates em que não fechou por ‘ippon’.

Patrícia Sampaio, de 19 anos de idade, já tinha conquistado a medalha de bronze no Mundial Júnior de 2017, realizado em Zagreb e, a partir daí, refere o PS na moção, “era expectável o cometimento de novos feitos, como agora veio a acontecer”.

Assim, propõe: “regozijar-se com a obtenção pela judoca tomarense Patrícia Sampaio da medalha de ouro no Europeu de Juniores e expressar-lhe as mais vivas felicitações pelo seu feito, incentivando-a a continuar a dedicar-se à prática do judo na busca de ainda melhores resultados. Que seja prestada a devida homenagem à judoca no próximo Dia da Cidade, com a atribuição da medalha municipal de valor desportivo (grau ouro)”.

Sessão de Assembleia Municipal em Tomar

O BE apresentou também uma proposta ao executivo camarário relativamente ao sistema de estacionamento pago na zona urbana em Tomar. A deputada Maria da Luz lembrou que o BE não apoiou a instalação dos parquímetros, dizendo que a situação vai agravar-se com as obras da Várzea Grande.

Assim, recomendou ao executivo duas ações que considera o BE trazer a curto prazo melhorias na situação: “promoção do parque 2 – na zona desportiva, duplicando-se o tempo de gratuitidade para uma hora e, se possível, baixando as taxas e avenças, em especial as destinadas aos residentes e comerciantes, procurando-se com essa medida contrariar o hábito de estacionamento no Parque 1 – junto à Câmara, que está a dar sinais de rotura. Do parque 2 passando pelo Mouchão até à Praça da República, a pé, não demora mais de 10 minutos sendo por isso possível cultivar o hábito de lá se estacionar, mesmo quando o destino é o lado de cá do rio, se houverem de facto vantagens financeiras evidentes nessa opção”.

E ainda o reforço “da sinalização, no centro histórico, da zona reservada a residentes, não só com sinalização vertical visualmente mais evidente e entendível pelos estrangeiros (também em inglês), como também com a utilização de sinalização complementar horizontal, no pavimento e lancis, em português e inglês”.

A Assembleia Municipal de Tomar ainda aprovou, por unanimidade, o Regulamento Municipal de Proteção Civil e o regulamento relativo à empresa Resitejo – Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo, votando-se a minuta do pacto social da empresa legatária a constituir, no âmbito da fiscalização do Tribunal de Contas.

Recorde-se que a Resitejo deu lugar à empresa intermunicipal RSTJ – Gestão e Tratamento de Resíduos, EM, SA.. Este processo resulta da obrigatoriedade legal imposta pela nova lei das finanças locais, a que se juntou a pressão do Tribunal de Contas e os pareceres da ERSAR e da DGAL.

A nova empresa intermunicipal, que segue um modelo de constituição idêntico ao da empresa Águas do Ribatejo, dá continuidade ao trabalho da Resitejo na recolha e tratamento de resíduos urbanos da região.

São dez os municípios envolvidos: Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

No atual modelo de gestão, os municípios pagam uma quota fixa à Resitejo e um valor proporcional aos resíduos depositados.

Na nova entidade, cada município tem um décimo (10%) do capital social que é de 50 mil euros, ou seja cada município entra com um capital de 5 mil euros.

Segundo dados que constam no estudo de viabilidade económica, a nova empresa intermunicipal irá receber e tratar cerca de 85 mil toneladas por ano de resíduos urbanos, produzidos pelos cerca de 210 mil habitantes da área abrangida, para além de resíduos de outras entidades.

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