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Terça-feira, Janeiro 25, 2022
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Tomar | Jazz toma conta de antigo refeitório das Fábricas Mendes Godinho

Na plateia, ninguém segurava ou consultava telemóveis de última geração. Apenas um olhar firme na direção do palco onde seis jovens músicos davam vida aos seus instrumentos. E, claro, um aceno da cabeça ondulado pelo ritmo da música improvisada dos “Home”, a banda que marcou este sábado o regresso das noites de Jazz ao antigo refeitório das Fábricas Mendes Godinho, atualmente transformado no Complexo Cultural da Levada, em Tomar.

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O espaço, de onde se destaca uma grande janela panorâmica para o Rio Nabão (fechada à noite), foi transformado numa sala de espetáculos com um pequeno bar à disposição do público. O jogo de luzes confere as condições ideais para um concerto que se pretende intimista.

Banda de jazz “Home” numa das suas performances Foto: mediotejo.net

A iniciativa, organizada pela autarquia, levou cerca de cem pessoas a sair de suas casas na fria e chuvosa noite de sábado, 28 de janeiro. Para João Barradas, líder do grupo vencedor do Prémio Jovens Músicos 2016, é isso que é mais gratificante. “São pessoas que fizeram um esforço e saíram do conforto de suas casas para nos virem ver atuar e descobrir a nossa música”, disse ao mediotejo.net no intervalo do concerto. Ao longo de duas horas, os Home tocaram originais, sendo que algumas músicas se revelaram como uma explosão de sentidos tal a intensidade que atingiram graças à fusão dos instrumentos.

Luís Silva e João Évora, a par de José Silva (primeira fila), foram alguns dos apreciadores do género que marcaram presença Foto: mediotejo.net
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Luís Silva e João Évora, amigos, foram dos primeiros a chegar. “Sou músico profissional, trompetista e venho porque gosto de vários tipos de jazz. Há grupos notáveis e há sempre curiosidade de ouvir o que de novo se está a criar”, refere Luís Silva. Para João Évora, este tipo de iniciativas deviam repetir-se mais vezes.
Na primeira fila, José Silva mora na zona de Tomar e não quis perder esta oportunidade. “Oiço música diariamente e o jazz é uma delas. Quando há concertos de jazz na zona, por exemplo no Sardoal, venho sempre”, refere, acrescentando que não gosta da música convencional. “Jazz é uma música que se sente, que fala com o nosso coração. É muito profundo”, atesta.

João Barradas (1.ª à esquerda) é o compositor dos temas dos Home, banda constituída por seis elementos Foto: mediotejo.net

João Barradas, que além de compor também toca acordeão, define o estilo da banda como “música improvisada com uma forte influência da imposição jazzística, da música minimal e da música com passos compostos”. Foi a primeira vez que atuaram em Tomar, enquanto Home, sendo este um dos primeiros concertos da banda que vai percorrer os Festivais de Jazz de norte a sul do país, tendo ainda poucos meses de constituição. “O espaço é lindíssimo. Quando chegámos tínhamos esta grande janela aberta e achamos muito bonito. Eu, para já, sou fã de Tomar e depois porque o espaço é acolhedor para ouvir este tipo de música”, refere.

Elementos da banda agradeceram a quem esteve presente Foto: mediotejo.net
Público aplaudiu de pé Foto: mediotejo.net
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Dando sequência a uma ideia que já percorreu 2016, a Câmara de Tomar pretende organizar um concerto de jazz por mês. O próximo está marcado para dia 18 de fevereiro com o André Fernandes Quarteto, seguindo-se Carlos Barreto Lokomotiv (25 de março) e Unity Band (17 maio).

Os “Home” são constituídos por João Barradas (Acordeão), Mané Fernandes (Guitarra), Eduardo Cardinho (Vibrafone), Gonçalo Neto (Guitarra), Ricardo Marques (Contrabaixo) e Guilherme Melo (Bateria). O nome significa “Lar” uma vez que os elementos da banda provém de lugares distintos tais como Porto, Lisboa ou Algarve. Na noite de sábado, fizeram com que os espectadores também se sentissem em casa.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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