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Tomar | IPT tem Projecto de Geografia Económica para aumentar a competitividade no território

Criar um modelo de governação partilhado para se alcançar uma melhor competitividade empresarial no território é um dos objectivos do projecto GEDITC – Geografia Económica e Dinâmicas Territoriais de Competitividade, um consórcio entre o Instituto Politécnico de Tomar (IPT), o Instituto Politécnico da Guarda e a TagusValley. O projecto foi apresentado durante um seminário, esta sexta-feira, 16 de novembro, no Instituto Politécnico de Tomar.
No fundo, a missão do GEDITC passa por estudar, de um modo integrado, a localização das empresas  e depois conseguir fixá-las e criar condições para que permaneçam num território, contribuindo para a sua competitividade.
Sérgio Nunes, professor de Economia e membro  do Centro de Investigação Aplicado em Economia de Gestão do Território, explicou ao mediotejo.net que este projecto, financiado pelo COMPETE, trabalha sobretudo as questões da localização empresarial e, dentro destas, trabalham também a atracção e o enraizamento destas empresas no território.

Sérgio Nunes, professor de Economia e membro  do Centro de Investigação Aplicado em Economia de Gestão do Território, explicou este projecto de investigação aplicada Foto: mediotejo.net

O projecto é de investigação aplicada, ou seja, tem uma aplicabilidade concreta para que se alcance uma visão estratégica integrada de um território, envolvendo por isso vários agentes como “instituições de ensino superior, autarquias, política pública, a comunidade em geral e a comunidade empresarial, explicou.
Sérgio Nunes referiu que, neste dia, irão ser apresentados os primeiros resultados deste projecto sendo que se estudou o impacto da localização da SoftInsa e como a comunidade tomarense olha para esta localização.
“Tomar tem um passado industrial que se foi desvanecendo pelo que agora se tem que reinventar, procurando-se combinar a Ciência, Tecnologia, Humanidade e Cultura”, explicou.
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Eugénio de Almeida, presidente do IPT, disse que este projecto é apenas um dos muitos que surgiram dentro da instituição no último ano Foto: mediotejo.net

O presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Eugénio de Almeida, realçou que o projecto GEDITC – que trabalha a área de Economia e Gestão do Território de Tomar – permitiu que um grupo de pessoas que trabalham em investigação pudessem interagir com outras instituições e conhecer a realidade das empresas em Tomar. “Este projecto é apenas um dos muitos que surgiram dentro da instituição no último ano e que permitiram dar visibilidade a quem desenvolve investigação dentro do Politécnico”, disse.
O vice-presidente do IPT, Miguel Pinto dos Santos, referiu que estas dinâmicas podem contribuir para a competitividade da região, sendo a que investigação científica desenvolvida no IPT pode e deve ser vir a ser cada vez mais aplicada no seu território.
“Formar profissionais não é despejar conteúdos”  
O vice-presidente da autarquia, Hugo Cristóvão, sublinhou a necessidade do IPT ter cada vez “uma acção, uma olhar crítico e uma orientação prática sobre o território em que está inserido”, sendo que para a autarquia esta instituição de ensino superior é uma grande mais valia.
“O trabalho que aqui hoje nos é sugerido é a demonstração prática disto mesmo. O que nos é apresentado é de maior importância. A necessidade de encontramos aspectos competitivos, a capacidade de sermos atractivos, de conseguir fixar e manter as empresas e até dar-lhes oportunidade de crescimento é de extrema importância e é o que está na agenda diária de um autarca”, sublinhou.

Eduardo Beira, coordenador do Programa de Modernização e Valorização do Ensino Politécnico Foto: mediotejo.net

Eduardo Beira, coordenador do programa de valorização e modernização do Ensino Politécnico, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, referiu que o que se ambiciona é que Portugal tenha uma oferta diversificada de perfis de ensino superior, sendo que se deve considerar o Ensino Politécnico em pé de igualdade em relação ao sistema Universitário. “Os Politécnicos têm que descobrir os caminhos a trilhar para conseguir essa diversificação relativamente aos perfis tradicionais do sistema universitário”, disse.
“Foi para mim foi interessante descobrir o Politécnico de Tomar que tem um perfil único na rede Politécnica portuguesa uma vez que pode aqui se podem conjugar a área das Artes com a Tecnologia. Um perfil com enormes oportunidades que o IPT pode vir a explorar de forma mais ambiciosa”, disse.
O Coordenador do programa de valorização e modernização do Ensino Politécnico defende que se pode aprender investigando. “O grande desafio para o ensino superior é repensar o que é o ensino superior sendo que este tem que ser mais do que despejar conteúdos. Formar profissionais não é despejar conteúdos”, defendeu.
https://www.facebook.com/mediotejo.net/videos/330440037539778/
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Elsa Ribeiro Gonçalves
Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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