Tomar | Investimento de 8,9 ME leva iluminação pública inteligente a todo o concelho

O concelho de Tomar já arrancou com o projeto pioneiro de iluminação pública inteligente, que visa a substituição total de luminárias com a colocação de 13 722 BIPs ao longo de seis meses, nas onze freguesias. Paialvo foi palco do arranque simbólico deste projeto que representa um contrato de 8,9 milhões de euros entre a Câmara Municipal e a empresa Ferrovial. A este contrato de eficiência energética junta-se um sistema inovador com cunho da Softinsa/IBM, que permite a comunicação e monitorização em tempo real em rede, assente no conceito de “Smart Human City”, no qual Tomar se pretende continuar a afirmar.

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Segundo Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, a substituição de luminárias por leds será feita pela empresa Ferrovial, integrando um sistema tecnológico desenvolvido pela Softinsa/IBM, que servirá uma monitorização em tempo real, em rede, assente num conceito de “Smart Human City”, permitindo comunicação entre todas as luminárias que, em caso de falha, alerta automaticamente o piquete da autarquia para a sua manutenção/reparação, além de servir outros índices de gestão a monitorizar no concelho.

A freguesia de Paialvo foi a escolhida para o arranque do projeto, na manhã de 25 de outubro, tendo o autarca instalado simbolicamente o primeiro BIP. Seguem-se agora, ao longo de seis meses a instalação de mais de 13 mil BIPs nas onze freguesias, incluindo as urbanas, ainda que a empresa espere conseguir substituir todas as luminárias até final do ano, segundo declarações de Anabela Freitas ao nosso jornal.

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A conversão para este novo sistema tecnológico permite à Câmara ter uma poupança de 2 milhões de euros, disse a autarca, lembrando que a autarquia paga, anualmente, cerca de 1 milhão de euros de iluminação pública. A intenção é que se possam colocar mais luminárias, e que o retorno de cerca de 11 milhões de euros esperado a 16 anos de implementação do projeto possa servir para injetar na requalificação de infraestruturas pelo município.

Desta forma, este projeto pioneiro insere-se na estratégia do Município de Tomar, também na senda da tomada de opções mais sustentáveis em prol do planeta, com atenção às alterações climáticas. Aqui, a Softinsa/IBM assume papel preponderante, tendo desenvolvido um sistema que permite “monitorizar a qualidade do ar nalguns pontos identificados da cidade, a qualidade da água do rio Nabão, os roubos de água nas bocas de incêndio e o risco de cheia do rio”.

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Acordo com EDP baliza propriedade de luminárias e responsabilidades na gestão

Na reunião de Câmara de 28 de outubro, o executivo municipal aprovou um acordo relativo à implementação do projeto de promoção da eficiência energética na iluminação pública no Município de Tomar (Modelo ESE), assinado com a EDP Distribuição — Energia, SA.

A presidente da Câmara de Tomar explicou ao mediotejo.net que todas as luminárias (lâmpadas e braços) até então propriedade da EDP, passaram desde quarta-feira, dia 25 de outubro, com o início do projeto, para a alçada da autarquia, com exceção de algumas luminárias led já colocadas pela EDP, que o município entendeu dar aproveitamento.

“Foi necessário fazer um acordo para que ficasse bem balizado o que passava para o Município e para a sua gestão, e como se assegurava a gestão por parte das luminárias da EDP”, começou por contextualizar a edil.

Os procedimentos em caso de avaria, continuarão a ser os mesmos nas zonas em que a EDP mantém propriedade de luminárias. “Quando há uma avaria numa luminária, as pessoas normalmente ligam para a EDP a dar conta da avaria, e neste acordo a empresa é obrigada a manter um número para onde as pessoas possam ligar para reparar a avaria, com um piquete definido para tal”, disse, notando que tal não será necessário para as luminárias propriedade do município, tendo em conta que terão associado o sistema de novas tecnologias que permite que comuniquem entre si e se detete facilmente qualquer anomalia.

Anabela Freitas indicou que “ficou mais sólido neste acordo [com a EDP] quais são as características que os trabalhadores que estão a substituir as luminárias têm que ter, bem como a sua formação”.

De futuro, a autarquia pretende tentar “concentrar as luminárias da EDP todas numa zona, sendo mais fácil definir zonas, para poder dar informação aos munícipes”. No final do processo prevê-se uma “campanha de divulgação muito forte, a EDP fará o mesmo, é o que está acordado, para informarmos os cidadãos como devem proceder” em caso de avaria consoante a área de residência e as luminárias afetas.

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