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Quarta-feira, Janeiro 19, 2022
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Tomar | Instituto Politécnico deve transformar-se para ficar à altura dos novos paradigmas (c/vídeo)

O presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Eugénio Pina de Almeida, considera que a instituição deve estar preparada para mudar e, deste modo, responder aos novos paradigmas da sociedade. “Para o nosso Politécnico poder ser determinante na região terá que saber incorporar a mudança. O IPT deve ser capaz de ensinar aos seus alunos aquilo que eles necessitam de aprender não o que os seus professores sabem”, disse na tarde desta quinta-feira, 26 de outubro, durante a Cerimónia Solene de Abertura de Ano Lectivo 2017/18 do Instituto Politécnico de Tomar.

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“Temos que pensar no futuro. Em fazer exercícios de perspectiva. Pensado no que pode ser ou no que pode vir a ser, não no que foi ou que no podia ter sido. Muitos dos atuais empregos vão desaparecer fruto de desenvolvimento tecnológico. Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo, com a desertificação a aumentar no interior, sabemos que vai haver necessidade de milhares de quadros nas áreas das tecnologias de informação, que nos esperam transformações permanentes tão dramáticas quanto rápidas e súbitas. Pode parecer assustador mas é este o futuro para o qual nos devemos preparar”, disse.

Eugénio de Almeida fez um discurso voltado para a mudança e para o futuro Foto: mediotejo.net

“Temos que nos auto-diagnosticar e saber de que forma é que podemos contribuir para a melhoria de vida daqueles que precisam de nós. Este diagnóstico permitirá identificar que respostas temos para quem perde o emprego, para os empresários, para a região que precisa de fixar população”, atesta. O IPT para justificar a sua existência tem que se preparar para uma sociedade complexa”, sustentou.

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No dia em que se encerrou o ciclo relativo à comemoração dos primeiros 30 anos de existência do Politécnico de Tomar na região do Médio Tejo, Eugénio de Almeida preferiu não fazer um balanço porque entende que estes têm uma série de inconvenientes, resultando de um confronto entre o “deve e o haver” sendo que surgem sempre recriminações e divisões que não ajudam a uma sã convivência. “Penso que é mais lógico discutir o futuro e os desafios que vamos enfrentar do que o passado”, sublinhou.

Cerimónia Solene teve início com o habitual Cortejo Académico Foto: mediotejo.net

O IPT, salientou, passou nos últimos anos por uma série de transformações, concretamente no seu modelo de organização que implicou novas estatutos e uma reestruturação interna. “Há sempre quem fique mais ou menos satisfeito com a transformação mas o que temos que perguntar é se o IPT está ou não melhor preparado para responder aos desafios”, disse.

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Eugénio de Almeida deu conta que esses desafios advêm de mudanças que se estão a dar a nível global. “A grave crise económica que ainda passamos, os fogos brutais que têm devastado o norte e centro do país e os crimes de colarinho branco a que assistimos são sintomas de transformações que estão a acontecer não só em Portugal como em todo o mundo e decorrem de um processo de transformação de toda a sociedade. Não as conseguimos controlar. É como se vivêssemos num mar revolto e numa ondulação que não conseguimos controlar. Temos que perceber se, na natureza do mundo atual, conseguimos navegar”, exemplificou.

Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) foi a oradora convidada desta cerimónia solene Foto: mediotejo.net

Nuno Mangas, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, deu conta das reivindicações feitas pelos Politécnicos na sequência de uma reunião que teve lugar, precisamente, nesta manhã nas instalações do Politécnico de Tomar.  Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), foi a oradora convidada para a alocução principal desta cerimónia e, reafirmando que “os politécnicos têm um papel determinante no crescimento das regiões”, os mesmos devem conseguir transformar o conhecimento que veiculam em riqueza na região. A cerimónia solene terminou com a homenagem aos colaboradores com 25 anos de casa.

Vídeo com discurso do Presidente do IPT, Eugénio de Almeida:

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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