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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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Tomar | IFM/Platex entra em desmantelamento, propostas de investidores caíram por terra

Afinal nada feito sobre o futuro da IFM/Platex, que irá ter o mesmo caminho que grandes unidades industriais que fizeram parte da história do concelho. A IFM/Platex já está a ser desmantelada, tendo o gestor da insolvência negado as duas propostas que estavam em cima da mesa para aquisição da fábrica por dois investidores, conforme anunciado pela presidente da Câmara Municipal de Tomar em abril deste ano.

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O tema foi levado a reunião de Câmara na segunda-feira, dia 2 de agosto, com a vereadora da oposição, Célia Bonet (PSD), a questionar sobre se esses investidores seriam sucateiras, uma vez que a fábrica já está em processo de desmantelamento.

Anabela Freitas (PS), presidente da CM Tomar, reiterou que os dois investidores anunciados pretendiam efetivamente retomar a atividade da empresa e até aumentar o número de postos de trabalho. Por outro lado, justificou que os contactos feitos com a Câmara foram no sentido de “agilizar a articulação [desses investidores] com o gestor de insolvência”.

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ÁUDIO | Anabela Freitas (PS), presidente da CM Tomar, respondeu à vereadora Célia Bonet (PSD) que não há nada a fazer e que a empresa segue o mesmo caminho da Fábrica do Prado 

Os dois investidores apresentaram um plano de negócios, e até tentaram apresentar um plano conjunto “para revitalizar a fábrica Platex”.

“O que é certo é que não foi aceite pela massa insolvente, e é quem detém o que deve fazer (…) não foi aceite e, portanto, segue exatamente o mesmo procedimento que seguiu a Fábrica do Prado, ou não fosse o mesmo gestor de insolvência”, afirmou a edil.

Já do lado do PSD, a vereadora Célia Bonet disse estranhar que não se questione ou pressione o gestor de insolvência para perceber quais as razões que o levaram à não aceitação de nenhuma das propostas, considerando que já tem “fama” neste tipo de procedimento, cuja atuação tem seguido a mesma linha: o desmantelamento da indústria tomarense.

ÁUDIO | Célia Bonet (PSD), vereadora da Câmara de Tomar

“Começa já a ser estranho”, assumiu Célia Bonet, referindo que é costume deste gestor a não aceitação de qualquer proposta, defendendo que o município tinha “o dever de perceber porque é que não aceitou” as propostas existentes.

Foto: mediotejo.net

Recorde-se que a 12 de abril, em reunião de Câmara de Tomar, a presidente da Câmara anunciou que haveria dois investidores interessados em adquirir e manter em atividade a empresa de produção de painéis de fibra de madeira IFM/Platex. Também o vereador social-democrata Luís Ramos questionou na reunião ordinária de 24 de maio sobre o ponto de situação deste processo, tendo a edil respondido que o processo continuaria “a ser acompanhado pelo gestor de insolvência”, com o qual têm decorrido as negociações, sublinhando que “agora é um processo que ultrapassa a Câmara”, decorrendo “entre o gestor de insolvência e os que estão interessados”.

Na altura, avançou a autarca que um dos interessados chegou a falar com um conjunto de trabalhadores no terreno.
 

Recorde-se que a empresa de produção de painéis de fibra de madeira (o chamado platex), que labora desde 1961 em Tomar, na Quinta de Valbom, iniciou o processo de insolvência no primeiro trimestre de 2021, tendo avançado para o despedimento de 42 trabalhadores. Já em 2020 havia procedido a despedimento de cerca de 30 trabalhadores de um universo de 67.

Chegou a empregar 300 trabalhadores e já passou por outras situações de crise, como em 2009 quando cerca de 200 trabalhadores foram para situação de lay-off.

A IFM Platex teve em 2017 um volume de negócios próximo dos 10 milhões de euros, com as exportações a representarem uma fatia de 13% da produção.

Este é mais um ponto final na história da indústria tomarense, com fecho de outra importante fábrica para a economia e desenvolvimento do concelho – à semelhança do que sucedeu mais recentemente com a Fábrica do Prado/Prado Karton que fechou em 2017.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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