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Quinta-feira, Maio 13, 2021

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Tomar | Há dois investidores interessados em adquirir e manter IFM/Platex em atividade (c/áudio)

Parece haver luz ao fundo do túnel para uma das indústrias de referência tomarenses, com dois investidores a demonstrarem interesse em adquirir a IFM/Platex, com intuito de manter atividade e os postos de trabalho inerentes. Segundo a presidente da CM Tomar, Anabela Freitas, os investidores estarão já em contacto com o administrador da massa insolvente da empresa, que fechou portas durante o mês de março sem perspetivas de um futuro risonho.

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A informação foi confirmada por Anabela Freitas (PS), na reunião de Câmara pública de 12 de abril, referindo que são dois os investidores interessados na IFM/Platex, tendo optado por não revelar nomes porque entende que não o deve fazer nesta fase do processo.

ÁUDIO | Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas

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A autarca revelou que tem estado a trabalhar “há cerca de um mês” com um dos investidores, “que tem empresas em Portugal e que pretende adquirir a fábrica mantendo a laboração e o número de postos de trabalho”. O investidor em causa, o primeiro a demonstrar interesse em analisar e investir, também se mostrou interessado em adquirir maquinaria, pelo que foi travado o processo de venda que ia iniciar pela insolvência.

Este investidor estará ainda a recolher dados juntamente com o administrador de insolvência – o mesmo que foi nomeado para a antiga Prado Karton/Fábrica do Prado – tendo a autarquia efetuado diligência junto da Segurança Social para apurar a massa salarial, a fim de construir o seu plano de negócios.

Um segundo investidor também está já confirmado, tendo contacto a presidente da Câmara esta segunda-feira, dia 12, e estando também em contacto com o administrador de insolvência da IFM/Platex. “É alguém que conhece muito bem a casa, que também pretende manter aquela atividade e os postos de trabalho”, afirmou a presidente.

“Esperemos [que a solução] apareça para um lado ou para o outro. O importante é que a fábrica não encerre, se mantenham e aumentem os postos de trabalho”, afirmou a edil, acrescentando que a autarquia está disponível para “ajudar a abrir as portas que forem necessárias” a qualquer um dos investidores.

Foto: mediotejo.net

Em termos de prazos, Anabela Freitas referiu que agora dependerá da negociação entre o administrador de insolvência e os investidores, mas admite ter transmitido que não poderá prevalecer uma visão “meramente economicista” no processo de venda.

“Eu percebo que o administrador queira vender pelo maior valor possível, mas o que é certo é que há um valor económico e social para o concelho, que não tem valor”, salientou.

Num à parte, Anabela Freitas deu ainda conta de os terrenos da fábrica estarem num fundo público do Turismo de Portugal, algo que considerou estranho.

Recorde-se que a empresa de produção de painéis de fibra de madeira (o chamado platex), que labora desde 1961 em Tomar, na Quinta de Valbom, iniciou o processo de insolvência no primeiro trimestre de 2021, tendo avançado para o despedimento de 42 trabalhadores. Já em 2020 havia procedido a despedimento de cerca de 30 trabalhadores de um universo de 67.

Chegou a empregar 300 trabalhadores e já passou por outras situações de crise, como em 2009 quando cerca de 200 trabalhadores foram para situação de lay-off.

A IFM Platex teve em 2017 um volume de negócios próximo dos 10 milhões de euros, com as exportações a representarem uma fatia de 13% da produção.

Aquele que se previa ser mais um encerramento sem retorno, a ditar mais um ponto final na história da indústria tomarense, com fecho de outra importante fábrica para a economia e desenvolvimento do concelho – à semelhança do que sucedeu mais recentemente com a Fábrica do Prado/Prado Karton que fechou em 2017 – poderá agora reverter-se e renascer, numa oportunidade que coloca em cima da mesa a hipótese de revitalizar aquela indústria, modernizando instalações e até levando ao aumento do número de postos de trabalho.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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