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Quarta-feira, Janeiro 19, 2022
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Tomar | Festa dos Tabuleiros distinguida como melhor evento público nacional de 2015/16

A Festa dos Tabuleiros recebeu esta terça-feira, 24 de janeiro, a distinção de melhor evento público nacional do biénio 2015 e 2016, na 9.ª Gala dos Eventos, uma iniciativa realizada pela Expoeventos de Portugal. Receberam o prémio a presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas, e o mordomo da Festa, João Victal. No decorrer da iniciativa, coube à autarca apresentar um pequeno vídeo da Festa ao público que estava presente no Centro de Congressos do Hotel Tryp Aeroporto, em Lisboa.

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A autarca tomarense salientou o facto de os Tabuleiros serem “uma festa genuinamente feita pelo povo”, em quem recai desde logo a decisão de realizar o evento na data prevista, de quatro em quatro anos, o que significa que a próxima deverá ser, se assim for entendido, em 2019.  Também  cabe ao povo escolher o mordomo, dedicando-se durante mais de um ano de trabalho que nascem os tabuleiros com os seus pães e as suas flores de papel, as ruas ornamentadas e o cortejo único no mundo.

Vereadora Sara Costa, o presidente da assembleia municipal, José Pereira, João Vital (mordomo da Festa dos Tabuleiros) presidente da câmara, Anabela Freitas e o vereador Hugo Cristóvão Foto: D.R.

“É um reconhecimento exterior que é bom, sobretudo, para quem se sentiu envolvido na festa porque, deste modo, vê reconhecido o seu trabalho”, disse João Victal ao mediotejo.net. O mordomo da Festa dos Tabuleiros, evento que se realiza de quatro em quatro anos, explicou que a candidatura a este prémio foi feita o ano passado e que, juntamente com a Festa dos Tabuleiros concorreram outros eventos similares.

Momento em que foi entregue esta distinção Foto: D.R.
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Para João Victal, este é mais um estímulo para candidatar a Festa dos Tabuleiros a Património Imaterial da Humanidade. “É interessante ouvir as pessoas de fora a falar sobre a nossa Festa”, disse. O prémio, acrescentou, vai ficar à guarda do município que dá os parabéns a todos os tomarenses.

O cariz único da Festa dos Tabuleiros

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As origens da Festa dos Tabuleiros perdem-se no tempo, acreditando os investigadores que terão tido na base as festas das colheitas em homenagem à deusa Ceres, mais tarde apropriadas pela Rainha Santa Isabel, que as adaptou ao culto do Divino Espírito Santo.

O ponto alto da festa é o cortejo principal, no qual desfilaram, em 2015, 684 tabuleiros, transportados à cabeça por outras tantas mulheres, a cuja altura se devem assemelhar. Cada tabuleiro é constituído por trinta pães enfiados em cinco ou seis canas que partem de um cesto de vime ou verga, rematado ao alto por uma coroa encimada pela Pomba do Espírito Santo ou pela Cruz de Cristo. Mas são as flores de papel, na sua graciosidade e no seu colorido, em contraste com as vestes brancas, que lhe conferem um cariz único, transformando as ruas em que passam num rio de cor ondulando suavemente.

As flores de papel estão também presentes nas ruas populares ornamentadas. Praticamente por todo o centro histórico, e mesmo fora dele, os moradores transformam as suas ruas em lugares de sonho, com milhares e milhares de flores nascidas das suas mãos e criadas ao longo de muitos meses.

O Cortejo dos Rapazes junta as crianças, uns com a sua cestinha, muitos com tabuleiros adequados à sua estatura, todos com o traje, a pose e a convicção dos mais velhos. O cortejo do mordomo ou dos Bois do Espírito Santo, que antigamente eram abatidos e a carne distribuída a toda a população, mantém a tradição de enfeitar os bois com colares e brincos de flores, desfilando pelas ruas da cidade acompanhados de um impressionante cortejo de charretes e cavaleiros. Nos Jogos Populares, representantes de cada freguesia disputam o chinquilho, gincana de burros, luta de tracção, corrida de carroças, corrida de cântaros, subida do mastro, corrida de sacos, corrida de pipas, corrida de púcaros e corte de troncos a machado. E por fim, acontece a distribuição do bodo ou da pêza, no qual, numa articulação muito próxima com o culto do Espírito Santo e da fraternidade universal, os dons da terra (carne, pão e vinho) são distribuídos por aqueles que têm maior precisão.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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