Tomar | Feira de Santa Iria marcada por furtos a vendedores, agressões e acidentes

Foto: mediotejo.net

A edição de 2019 da Feira de Santa Iria terminou no domingo, dia 27 de outubro, mas com um desfecho agridoce, conforme indicado por Hélder Henriques, vereador da Câmara de Tomar. Num balanço da realização do certame, o vereador confirmou a ocorrência de quatro furtos no recinto, uma agressão e um atropelamento num dos espaços de carrinhos de choque. À Câmara não poderão ser imputadas responsabilidades pelos roubos a vendedores, assegurou Anabela Freitas, presidente da autarquia, referindo que existem seguros quer do evento, quer dos próprios lesados e uma vez que foram cumpridos os rácios na contratação de seguranças.

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Hélder Henriques, vereador da Câmara Municipal de Tomar com o pelouro das feiras e mercados, começou por fazer o balanço da edição de 2019 da Feira de Santa Iria, que terminou este domingo, dia 27 de outubro.

O vereador começou por lamentar estas ocorrências. “É nossa preocupação que não hajam acidentes nem incidentes durante a realização da feira. infelizmente as coisas nem sempre correm assim, atendendo ao número de equipamentos e operadores da feira, de visitantes,…”, começou por dizer.

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Segundo o vereador “durante a Feira de Santa Iria ocorreram quatro furtos, uma agressão e um atropelamento dentro de um equipamento de diversão”, sendo que todos os furtos foram participados à PSP bem como a agressão.

Para já estão identificados os autores de dois furtos, sendo que outros dois furtos continuam sob investigação, tendo ocorrido no último dia de feira, este domingo, dia 27, presumindo a autarquia que tenham sucedido “durante a madrugada”.

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Segundo indicação da CM Tomar, entre os furtos consta que tenham sido roubados queijos, presuntos e enchidos num dos espaços de venda presentes no certame. Foto: mediotejo.net

Francisco Madureira, vereador do PSD, questionou se poderiam ser imputadas responsabilidades à autarquia devido aos furtos ocorridos, que lesaram alguns vendedores presentes na feira.

Hélder Henriques notou que a empresa de segurança “já trabalha com a autarquia há uns anos e dá garantia de um bom trabalho”, tendo acrescentado até que houve “uma manobra de diversão” por parte dos ladrões.

“Ao criar-se um incidente de forma a que a equipa de serviço no terreno se desloque para determinado local, para que quem quer fazer a ação de furto a execute sem estar a ser vigiado… É difícil controlar tudo isto”, indagou.

Quanto à responsabilidade da Câmara, é nula, tal como adiantou Anabela Freitas. “A feira tem seguro, qualquer evento tem seguro (…) Os próprios vendedores também têm seguro. É algo que acontece mas não poderá ser imputado à autarquia porque foram cumpridos os rácios de segurança para o evento, aquilo que está estipulado foi cumprido. Não haverá imputação de custos à Câmara”, concluiu, dando conta que os rácios são projetados tendo por base o número de agentes económicos e espaços no local, bem como a estimativa de visitantes.

Por outro lado, em jeito de “rescaldo” da feira, interveio José Delgado, vereador do PSD, crendo que ser necessário “evoluir para o próximo ano”, pois existem “coisas a ser melhoradas”.

Segundo o vereador social-democrata “houve gente, os restaurantes estiveram cheios, e notou-se a adesão da população de Tomar e visitantes”, mas ainda assim há que “repensar um pouco a feira” para o próximo ano.

O vereador alertou para o facto de existir uma “separação” ao colocar os feirantes na parte de cima, junto aos Bombeiros. O “grande desafio” passa por pensar “um novo sistema”, tentando que haja “continuidade a todos os espaços da feira”, indicou.

“Valeria a pena pensarmos bem em reorganizar a feira. Sabemos que a Várzea Grande será um espaço requalificado para outros eventos que não este, portanto o desafio é atempadamente ouvir algumas opiniões e da população em geral”, finalizou.

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