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Tomar | Famílias de etnia cigana que vão para novo centro comunitário irão pagar renda

As famílias de etnia cigana que vão ocupar os cinco módulos pré-fabricados no novo Centro Comunitário – que está a ser construído junto à GNR de Tomar – vão pagar renda mensal. Os esclarecimentos foram dados pelo vice presidente, Hugo Cristóvão (PS), em substituição de Anabela Freitas – que se encontra de férias – na reunião de câmara de 25 de junho. Hugo Cristóvão confirmou que o equipamento se destina apenas a pessoas da comunidade cigano, recordando que há quatro anos foi delineado um plano e que o PS está a executá-lo, tendo tido como inspiração o Parque Nómada de Coimbra, também ele localizado junto ao rio.

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O assunto foi despoletado pela vereadora Célia Bonet (PSD) que apresentou várias questões sobre esta matéria. Para além de pretender saber quem são as famílias que vão para ali vão viver, questionou se aquilo vai ser um bairro social, se vai existir um regulamento específico para aquele espaço e se o equipamento vai ser apenas para elementos de etnia cigana.

Hugo Cristóvão explicou que vão ser construídos seis módulos (cinco de habitação e um equipamento para trabalho social com a comunidade) mas que não serão definitivos, ou seja, “as pessoas vão ser ali instaladas numa fase de transição até irem definitivamente para outros locais”. Referiu também que as famílias que forem para aquele núcleo vão ser selecionadas pelos serviços da autarquia, estando previsto que paguem renda, sendo que a fórmula de cálculo das rendas é a lei que a determina.

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Assunto foi discutido na reunião de 25 de junho, com a vereadora do PSD a pedir esclarecimentos Foto: mediotejo.net

Célia Bonet (PSD) voltou a intervir, referindo que Tomar vai ficar com as duas vias de entrada na cidade com habitações sociais, lamentando que se vá gastar dois milhões de euros na requalificação da Várzea Grande, cujo crescimento ficará condicionado pela existência deste Centro Comunitário na sua envolvente.

A vereadora do PSD alertou ainda para as consequências sociais desta obra, considerando que “são casas para habitação social encapotada”, tal como existe no Flecheiro. Um argumento que não foi acolhido por Hugo Cristóvão que respondeu que “no Flecheiro não existe habitação social, mas sim barracas”, frisando que não existe nenhuma situação encapotada. Relembrou também o vice presidente que quando o PS venceu as eleições, em 2013, existiam 55 famílias no Flecheiro, estando atualmente muito menos famílias que, entretanto, foram realojadas noutros locais. Para o novo Centro Comunitário vão transitar apenas cinco famílias.

“É normal que durante cinco anos alguma coisa tenha o executivo PS feito, mas esperava que esta situação fosse resolvida de forma que não ofendesse outra entrada de Tomar”,  disse Célia Bonet, alertando ainda para o facto do PDM prever naquela zona, apenas equipamentos e não habitação. Sobre este aspeto, Hugo Cristóvão disse não se tratar de habitação mas sim de módulos, equipamentos que, a qualquer altura, podem ser retirados e colocados noutro local.

 

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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