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Sábado, Outubro 23, 2021

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Tomar | Família de motard morto emociona-se no julgamento, alegações finais esta terça-feira

Os irmãos e os pais do motard Hugo Jacob, do Tramagal, morto há um ano no encontro de motards em Tomar, não conseguiram conter as lágrimas durante o julgamento do caso iniciado no dia 5, no tribunal de Tomar. As alegações finais ficaram marcadas para esta terça-feira, dia 12 de junho.

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A audiência começou com o depoimento do arguido Hugo Alhadas, motorista do Louriçal, Pombal, que vem acusado pelo Ministério Público do crime de “ofensa à integridade física simples, agravado pelo motivo da morte”.

O motard de 39 anos participava no encontro anual organizado pelo grupo Templários, na localidade do Coito, quando se desentendeu com Hugo Jacob por causa deste ter lançado cerveja nas costas de outro motard.

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Segundo o arguido, a discussão subiu de tom quando exigiu que Hugo Jacob pedisse desculpa, ao que este terá respondido com a ameaça de “ir buscar a faca de presunto e cortar-lhe o pescoço”. Argumenta que não deu qualquer soco à vítima, mas que se limitou a empurrá-lo com a mão esquerda na face. Hugo Jacob “ficou ali um bocado a cambalear” e acabou por cair no chão. Logo vieram outros motards a tentar socorrer a vítima e a afastar o arguido, que permaneceu no local até à chegada da GNR.

Depuseram mais de 10 testemunhas das duas partes (Foto: mediotejo.net)

Foi Fernando Farinha, dirigente do grupo motard Templários, que telefonou para o 112 a pedir socorro. Enquanto bombeiros e operacionais do INEM não chegaram, motards no local tentaram prestar os primeiros socorros. O óbito foi declarado já no hospital de Tomar. O relatório da autópsia refere a existência de “lesões traumáticas”.

Ao longo da audiência, houve alguns depoimentos de testemunhas contraditórios acerca da forma como tudo aconteceu.

Para a família e amigos da vítima, Hugo Jacob morreu na sequência da agressão e da queda subsequente. “A vida dos meus pais parou no dia 10 de junho de 2017, ficou em suspenso”, disse, a chorar, Lúcia Jacob, irmã da vítima. Acrescenta que a mãe sofre uma depressão profunda, passa muito tempo na cama e quer ir ao cemitério todos os dias. Outros familiares corroboraram a ideia de que a perda do filho mais novo afetou profundamente a vida dos pais.

Da parte do arguido, várias testemunhas vieram ao tribunal atestar as suas qualidades de pessoa, “pacata, afável, sossegada, respeitadora, brincalhão, 5 estrelas”, além de garantirem que Hugo Alhadas não é conflituoso e que procura apaziguar as partes em caso de conflito.

As alegações finais ficaram marcadas para dia 12 de junho.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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