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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Tomar | Factura da água vai aumentar em 2018

A factura da água vai aumentar em Tomar a partir do dia 1 de janeiro. Reunido a 27 de dezembro, o executivo camarário de Tomar, deliberou atualizar o Tarifário dos SMAS – Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento para 2018. Os vereadores do PSD votaram contra esta decisão e explanaram os seus argumentos numa declaração de voto onde atestam que “esta não é a sua visão”, devendo tentar obter-se receitas através do combate às perdas e desperdícios.

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O aumento abrange também as tarifas de saneamento básico e do lixo, entre outras. Deste modo, para além de um aumento de 2,5% na tarifa fixa e na tarifa variável do consumo de água, a incidir nas mesmas tarifas há uma subida de 5% na chamada “taxa do lixo” (gestão de resíduos urbanos).

No que concerne ao saneamento de esgotos há uma subida de 10% a incidir sobre a tarifa fixa e sobre a tarifa variável. No 1.º escalão, o aumento é de 25% para cobrir o custo do serviço. Já uma verificação extraordinária de contador a pedido do consumidor vai passar de 34,10 euros para 61,25 euros.

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A presidente da autarquia, Anabela Freitas (PS) explicou que o tarifário dos SMAS já não sofre atualização há alguns anos, sendo que em muitos casos a actualização é de 0,01 euros ou 0,02 por m/3. “Aquilo que é o impacto na factura do consumidor final não é um impacto significativo”, justificou.

Sublinhou, no entanto, o aumento significativo na Rubrica das Leituras Extraordinárias a pedido do consumidor.

“Isto acontece porque, quando vamos fazer essa leitura, temos que pagar a uma empresa e o que estávamos a cobrar ao consumidor era abaixo do custo que pagávamos à empresa”, disse.

A autarca reconhece, no entanto, que há muito trabalho a fazer na redução de custos, nomeadamente, nas perdas.

“Foi feito, ao longo do ano de 2017, um relatório onde estão identificadas todas as perdas que temos, os locais onde ocorrem e o que é que se tem que fazer para reduzir essas perdas. Esse relatório virá à próxima reunião de câmara”, disse, acrescentando que uma das medidas que estão preconizadas é a instalação da telegestão na questão das redes em baixa.

O investimento previsto é de 4,4 milhões de euros.

Reunião de câmara de 27 de dezembro realizou-se antes da sessão de assembleia municipal, motivo pelo qual a sala apresentava uma disposição de lugares diferente Foto: mediotejo.net

“O facto de irmos intervir naquilo que são as perdas que o sistema tem e na remodelação de redes não quer dizer que o tarifário baixe porque há um ponto de partida que é o preço da água (preço de aquisição de matéria prima). Nós compramos a água num preço muito superior aos dos concelhos aqui à volta”, disse.

O vereador do PSD, José Delgado, disse ter uma visão diferente destas questões considerando que foi recomendada a necessidade de inverter o processo de gestão de água tendo em vista a diminuição das perdas de água e ir buscar mais receitas para esta acção.” O SMAS compra 3 milhões e 488 301 m3 de água à EPAL. Vende 1 milhão e 761 911 m3 de água aos utentes (população, empresas, etc.) e tem perdas de 1 milhão e 729 390 m3 de água (água que não vende e se perde)”, sublinhou.

O mesmo vereador disse que, nos preços actuais, segundo os escalões em vigor, as perdas de água, por ruturas e roubos de
água, corresponderiam a 1 milhão e 783 550,90 “um valor perdido, que a ser recuperado poderia potenciar a descida dos
preços da água, criar novas oportunidades de investimento e minimizar despesas do SMAS”.

Recordou ainda que foi sugerida a promoção de um plano e uma estratégia para combater as roturas e os roubos de água.

“Com trabalho eficaz e célere, haveria uma nova oportunidade e novos ganhos para o concelho, permitindo que o SMAS retire a proposta, que tem em mãos de aumento do custo da água, para 2018”, considera.

“Hoje, deparamo-nos com o SMAS e a Câmara a avançar
com uma proposta de aumento do tarifário de abastecimento de água, de saneamento e de resíduos sólidos. A proposta de aumento do tarifário, corresponderá a um aumento de receita para o SMAS, de aproximadamente 351 mil e 161,65€, que irá ser suportado pelos consumidores tomarenses, já penalizados com uma das águas mais caras do país”, criticou.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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