Tomar | Fábrica Prado Karton vai a leilão em dezembro

Foto: DR

A fábrica Prado Karton – Companhia de Cartão, S.A, no lugar do Prado, freguesia de Além da Ribeira e Pedreira, concelho de Tomar, vai a leilão presencial no dia 5 de dezembro, segundo anúncio de uma sociedade de leilões com sede em Gondomar. O valor base de licitação é de 2 milhões e 750 mil euros. A fábrica fechou portas em junho de 2017.

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O leilão decorrerá a 5 de dezembro, entre as 15h00 e as 18h00, e inclui a unidade industrial composta por bens imóveis e 194 lotes de bens móveis, a par de maquinaria, mobiliário e outros objetos fabris.

Segundo o anúncio, os bens imóveis resumem-se a “prédio Misto, sendo a parte urbana composta por um conjunto de edifícios de rés-do-chão e primeiro andar, destinados a fabricação, oficinas, armazéns, arrecadações, escritórios, refeitório, posto médico, capela, com área coberta de 25.465,00 m2, e logradouro com área de 31.215,00 m2” e ainda parte rústica “composta por terra de pastagem, oliveiras, cultura arvense de regadio de terreno estéril, mato, mata, pinhal, eucaliptal, cultura arvense, construções rurais, leito de curso de água, com área de 54.910,00 m2”.

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A Fábrica de Papel do Prado fabricava cartão para embalagem, e chegou a ser líder de mercado nacional com cinquenta por cento da sua produção a ser exportada para o mercado espanhol, por via da adesão de Portugal à antiga CEE.

Foi constituída a 10 de junho de 1875 a “Companhia do Papel do Prado”, pela junção da Fábrica de Tomar com a Fábrica do Penedo. Esta empresa chegou a ter cinco fábricas de papel (Marianaia, Sobreirinho, Vale Maior em Albergaria-a-Velha, Prado e Lousã). Em 2003, a empresa passou de “Companhia de Papel do Prado” para a “Prado Karton” em Tomar e “Prado Cartolinas” na Lousã.  Em abril de 2006, entram novos administradores para a Prado Karton e começa aqui o princípio da desmantelação da empresa, verificando-se a partir daí dificuldades financeiras para a aquisição de matéria-prima.

Recorde-se que a Prado Karton fechou efetivamente em junho de 2017, tendo efetuado pedido de insolvência. Os trabalhadores ainda esperaram que existissem soluções e investidores interessados em recuperar a indústria, mas tal não aconteceu, tendo deixado muitos ex-operários inconformados.

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Já com a entrada de novos donos em abril de 2016, foi suspensa a laboração por seis meses, algo que na altura já surpreendera os trabalhadores e iniciou-se a instabilidade e quebra de confiança dos clientes. Entre 2016 e 2017, perderam-se cerca de 110 postos de trabalho, não tendo sido instituído na prática um suposto Plano Especial de Recuperação. O desfecho acabou por recair na insolvência e fecharam-se os portões.

Desde então, sabe-se que aquela fábrica tem despertado interesse de sucateiras da região, e, à data, desconhece-se a existência de outras propostas de investimento com intuito da sua reativação.

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