Sexta-feira, Fevereiro 26, 2021
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Tomar | Duas mil crianças em desfile evocam cidade berço dos Descobrimentos

O dia da Criança, 1 de junho, vai ser assinalado em Tomar com uma iniciativa inédita: duas mil crianças, entre os 3 e os 10 anos, vão desfilar pelas ruas da cidade evocando Tomar como a cidade Berço dos Descobrimentos. A iniciativa envolve todas as escolas e graus de ensino do concelho, destacou o vice-presidente da autarquia, Hugo Cristóvão.

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“O município tem a tradição de celebrar este dia, trazendo todas as crianças das várias escolas do concelho à cidade, o que implica uma grande logística e capacidade de organização, com o cuidado de não sobrecarregar as crianças. Neste mandato, tentámos evocar algumas tradições – como as dos paraquedistas a descer para o estádio – e achámos que, este ano, faria sentido ter outro modelo”, explicou, acrescentando que a ideia inicial era realizar este evento no Carnaval mas que, posteriormente, surgiu a ideia de ser no Dia da Criança.

O cortejo histórico destaca o papel de Tomar e da Ordem de Cristo na epopeia das Descobertas, sendo composto por sete quadros, intercalados por cinco carros alegóricos que darão também destaque à Língua Portuguesa, citando Pêro Vaz de Caminha, Camões e Pessoa. As crianças vão desfilar com  máscaras e fantasias para caracterizar os povos, povoar os oceanos com uma variada fauna e associar os continentes a produtos e animais representativos desse território, num evento que associa o Município, as escolas e a comunidade local.

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Vice Presidente da autarquia, Hugo Cristóvão e o professor Eduardo Mendes durante a apresentação do evento Foto: mediotejo.net

Para além dos agrupamentos escolares, participam também o CIRE – Centro e Integração e Reabilitação, a Escola Profissional, o Instituto Politécnico e a Universidade Sénior. De igual modo, os alunos de Ensino Artístico das associações Gualdim Pais e Canto Firme, as quais, juntamente com a Nabantina, irão enriquecer musicalmente o cortejo, bem como os alunos do ensino e creches privadas João de Deus, Gualdim Pais, CAST, Academia dos Sonhos e Quinta dos Encantos.

Eduardo Mendes, professor responsável pela elaboração da narrativa deste evento, explicou que o que se pretende é criar um evento mas, de igual modo, proporcionar às crianças com esta experiência alguma aprendizagem. “O que nos orgulha é que este evento vai envolver toda a comunidade escolar de Tomar, do jardim-de-infância ao 4.º ano do 1.º ciclo que vão repartir-se no desfile histórico, composto por sete quadros de diferentes temas e cinco carros alegóricos”, explicou.

A partida do cortejo será às 10h30, junto à Escola D. Nuno Álvares Pereira, percorrendo a Alameda 1 de Março, Rua Marquês de Pombal, Ponte Velha, Rua Serpa Pinto, Praça da República, Rua Infantaria 15, Avenida Cândido Madureira e terminando na Praceta Infante D. Henrique, frente à Mata dos Sete Montes, por volta das 12h30. O espaço da Escola D. Nuno Álvares Pereira e Mata dos Sete Montes está reservada aos figurantes e à organização.

Evento foi apresentado em conferência de imprensa na tarde de segunda-feira, 15 de maio Foto: mediotejo.net

As crianças almoçam na Mata, onde terão também diversas iniciativas de animação durante a tarde. A partir das 15 horas, decorre a regata “Vai de Vela” no Nabão, com barcos miniatura criados pelos alunos do 2º ciclo, que farão um percurso entre a ponte do Mouchão e a Levada. Estes barcos serão também premiados pela criatividade e capacidade de recriação das embarcações dos Descobrimentos.

O primeiro quadro mostra o mar Tenebroso, povoado pelos medos medievais, o Atlântico desconhecido para lá do Bojador. No segundo, o mar Tenebroso é rasgado pelas caravelas de D. Henrique, apoiado na Ordem de Cristo, iniciando a descoberta organizada do mundo moderno a uma escala planetária. O terceiro fala já de Diogo Cão e das viagens de exploração da costa ocidental africana.

O quarto quadro leva-nos até ao cabo da Boa Esperança, simbolizado num gigante Adamastor incrédulo com a ousadia dos portugueses. O quinto conduz-nos até à Índia, onde Vasco da Gama chega em 1498. No sexto quadro aportamos ao Brasil, onde o carro alegórico retrata o primeiro contacto dos índios com os portugueses. Por fim, no sétimo, o cortejo chega a Macau, onde as velas das naus se cruzam com as dos juncos.

A diretora do Agrupamento Nuno de Santa Maria, Celeste Sousa, referiu que este era um tema fácil de trabalhar uma vez que articula com o currículo. “Seria, de facto, uma pena não aproveitarmos isso e dar a Tomar a posição de protagonista, de tanta importância que teve nos Descobrimentos”, referiu, relembrando que, em abril de 2014, as escolas foram confrontadas com um novo mapa de Portugal, o Portugal em mar. “Este é um projeto mobilizador pelo que felicito todos, pais, professores pelo entusiamo que tiveram na adesão a esta iniciativa”, referiu, enaltecendo o trabalho “notável” de Eduardo Mendes.

O diretor do Agrupamento dos Templários, Carlos Ribeiro, salientou que “ao redor desta iniciativa se conseguiram reunir uma série de instituições sendo igualmente importante todas as escolas estarem envolvidas no cortejo e na elaboração dos adereços”, referindo que era bom trazer mais pessoas ao concelho de fora de Tomar.

Ricardo Cristóvão, do grupo José Cristóvão, refere que a ideia surgiu de uma professora, que é arqueóloga, no Instituto Politécnico de Tomar (Alexandra Figueiredo) considerando que Tomar tem mais potencial do que se pensa e do que se está a atingir. “Devemos mostrar esta cidade magnífica, esta cidade joia ao mundo e mostrar, em especial, aos tomarenses e aos portugueses a enorme história e riqueza patrimonial e cultural e que comecemos uma nova etapa na vida de Tomar”, disse.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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