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Tomar | Diálogo a quatro mãos com Mário Laginha e Pedro Burmester nos Caminhos do Ferro

Os caminhos não se percorrem obrigatoriamente com os pés e, mesmo quando o fazemos, são as mãos que, muitas vezes, nos indicam o itinerário a seguir. Foram precisamente as mãos de Mário Laginha e Pedro Burmester que guiaram o público no sábado, dia 13, no concerto de piano em que o Cine-Teatro Paraíso encheu para assistir a um diálogo a quatro mãos.

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Sábado à noite, mapa dos Caminhos do Ferro nas mãos e partimos. A edição de 2019 tinha como uma das propostas musicais o espetáculo de Mário Laginha e Pedro Burmester, que partilhavam o programa com o cantor Rubel. O brasileiro tinha paragem anunciada em Abrantes, Torres Novas e Entroncamento. Para os dois pianistas portugueses ficou reservado o concelho de Tomar.

Mário Laginha e Pedro Burmester nos Caminhos do Ferro. Foto: mediotejo.net

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A moldura humana na entrada do Cine-Teatro Paraíso confirmava a indicação colada no cartaz: “esgotado”. Informação confirmada, primeiro, pela imagem da bilheteira com indicação dos lugares ocupados e, de seguida, pela plateia cheia. Eram poucas as cadeiras vermelhas vazias quando as luzes se desligaram e os dois pianos ganharam maior destaque no palco.

Pouco depois das 21h30, começava o diálogo a quatro mãos que no seu momento inicial não esqueceu, pelas palavras de Pedro Burmester, o nome do maestro e compositor tomarense Fernando Lopes-Graça. Ao longo de cerca de duas horas, as teclas foram partilhando as notas musicais. Ora em conjunto, ora separadas, mas sem nunca deixarem de estar em acordo.

Foto: mediotejo.net

O público foi escutando a conversa que fazia lembrar dança com passos dados, maioritariamente, a par – exceto no início da segunda parte do concerto marcado pelas interpretações a solo de ambos os “dançarinos”. Neste diálogo não surgiu discordância, foi fluindo ao som de composições de Laginha, Piazzolla, Chopin, Ravel, Debussy… até ficar percorrido mais um troço dos Caminhos do Ferro.

Mário Laginha e Pedro Burmester passam por Tomar nos Caminhos do Ferro

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 13 de abril de 2019

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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