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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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Tomar | Desconvocada greve na Prado Karton

Os trabalhadores da Prado Karton – Companhia de Cartão, em Tomar, desconvocaram a greve que tinham marcado para hoje, dia em que entraram em laboração normal depois de um ano em ‘lay off’, disse à Lusa fonte sindical.

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José Fonseca, delegado sindical na também conhecida como Fábrica de Papel do Prado, disse à Lusa que a greve foi desconvocada porque a administração da empresa pagou o salário que estava em atraso e o relativo ao mês de janeiro e porque 25 dos 26 trabalhadores aos quais havia sido proposta rescisão do contrato chegaram a acordo.

Os atrasos nos salários e a incerteza quanto ao incumprimento dos acordos que foram propostos a 26 dos cerca de 110 trabalhadores da empresa levaram a que, em plenário realizado em 19 de janeiro, fosse decidida a realização da greve.

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José Fonseca afirmou que os trabalhadores que chegaram a acordo para rescisão dos contratos vão continuar na empresa durante mais 60 dias, para gozo de férias e substituição de colegas que gozem férias neste período. Dois trabalhadores que por sua iniciativa decidiram solicitar rescisão de contrato aguardam ainda uma decisão da empresa, disse.

Com o fim do ‘lay off’ (sistema em que há uma redução temporária do período normal de trabalho e em que a Segurança Social assegura parte do salário), a situação “volta ao normal”, disse.

O trabalhador adiantou que, entretanto, chegaram “algumas encomendas” e que existe “alguma perspetiva”, mas frisou que a situação da empresa “está ainda numa fase complicada” e que existe “medo” quanto ao futuro da Prado.

“Os atrasos nos pagamentos levaram a uma perda de confiança, inclusivamente em quem dirige”, afirmou.

A fábrica existe desde 1772, por alvará do Marquês de Pombal, integrou o Grupo Champalimaud, tendo sido nacionalizada depois da revolução de abril de 1974 e integrada na Portucel. Foi adquirida em 1999 pela Finpro, sociedade que era controlado pelo Estado (27,2%), Banif (32%) e Américo Amorim (25,4%), entretanto falida.

Em abril de 2016, foi adquirida à massa falida da Finpro pela sociedade gestora portuguesa Atena Equity Partners.

Agência de Notícias de Portugal

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