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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Tomar | Crianças lançaram pétalas ao Nabão para evocar a padroeira Santa Iria

Num ano sem pandemia, estaria a decorrer a Feira de Santa Iria, que teria arrancado na sexta-feira anterior à efeméride dedicada à padroeira nabantina – dia 20 de outubro – mas a covid-19 veio cancelar o certame maior de Tomar e também a procissão até à Ponte Velha não se realizou. Ainda assim, um grupo de crianças, alunos da Escola Básica Templários, juntou-se para cumprir a tradição em nome de Iria de Tomar, a mártir da antiga Nabância, figura muita cara a Tomar e aos tomarenses.

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“Apesar de, devido às restrições da pandemia, não ter havido a tradicional procissão, as crianças da Escola Básica Templários não quiseram deixar de assinalar o Dia de Santa Iria, padroeira de Tomar, lançando às águas do rio Nabão as pétalas que simbolizam o sangue do seu martírio. Um momento sempre de grande beleza e simbologia para todos os que nele participam”, destacou o Município de Tomar partilhando algumas imagens do ato.

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As crianças juntaram-se na Ponte Velha para lançar pétalas de flores ao rio, simbolizando o martírio de Iria, num momento carregado de simbologia mas que faz parte da história e cultura tomarenses.

Num breve momento, que certamente não passou despercebido a cidadãos que por ali passaram, as crianças puderam ouvir sobre a lenda e a tradição do lançamento de pétalas ao Nabão, tendo contado com a presença do docente e investigador Carlos Trincão, do padre Rui Tereso e do vereador Hélder Henriques, da CM Tomar.

Foto: CM Tomar

Quem foi Iria de Tomar, a padroeira dos nabantinos?

Santa Iria, padroeira de Tomar, terá vivido na antiga cidade visigótica Sellium / Nabância, em meados do século VII.

Encerra em si uma lenda trágica, que culminou com o seu assassinato nas margens do rio Nabão, tendo o seu corpo sido atirado ao rio.

Consta que Britaldo, filho do governador da cidade, se perdeu de amores pela jovem de 15 anos que se preparava para a vida religiosa, quando se encontraram naquela que seria a Igreja de S. Pedro Fins. Mas quem educava Iria, o Frei Remígio, também se demonstrou interessado, tendo sido repudiado. Motivo que o levara à vingança, dando-lhe uma infusão que a fez inchar e passar por grávida.

Santa Iria, mártir da antiga Nabância e a quem os tomarenses são devotos. Foto: DR

Sabendo dos acontecimentos e cego por saber da suposta gravidez da jovem, o enamorado Britaldo sentiu-se traído e logo mandou Banão matar Iria, enquanto esta orava junto ao rio Nabão.

Entre as múltiplas versões da lenda, diz-se que o corpo que caiu ao rio foi arrastado até ao rio Tejo, tendo seguido até Scalabis (Santarém) “onde, por graça divina surgiu um túmulo que a envolveu e permitiu a sua veneração a todos quantos presenciaram o milagre”. A cidade chegou a chamar-se Santa Iria, e só depois lhe foi atribuído o nome de Santarém.

Em Tomar, em homenagem à padroeira, foi criada por Carta Real de Filipe III de Portugal, a 3 de Outubro de 1626, a Feira de Santa Iria, que veio substituir a anterior, de Santo André.

Realiza-se anualmente a Feira de Santa Iria, que integra a Feira das Passas, assinalando-se o Dia de Santa Iria a 20 de outubro, onde se leva a cabo a procissão com o lançamento de pétalas de flores em homenagem à mártir.

Foto: CM Tomar

Fonte: http://www.conventocristo.gov.pt

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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