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Sábado, Outubro 23, 2021

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Tomar | Concerto polémico em igreja divide crentes, Diocese e organização do Bons Sons

O concerto do músico Afonso Dorido na Igreja de São Sebastião, em Cem Soldos, durante a última edição do festival Bons Sons está a gerar polémica. Esta segunda-feira, dia 3, o Jornal I fez manchete das reações negativas de crentes religiosos à publicação de um vídeo nas redes sociais, levando a Diocese de Santarém a emitir um comunicado no qual afirma não ter tido conhecimento e critica a iniciativa. A organização do festival Bons Sons reagiu entretanto e afirma que a polémica foi gerada por “pessoas ultra conservadoras”.

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O Bons Sons realizou-se em Cem Soldos no passado mês de agosto e, à semelhança dos anos anteriores, alguns dos concertos realizaram-se dentro da Igreja de São Sebastião, adaptada durante o festival para o palco MPAGDP (Música Portuguesa a Gostar Dela Própria). Entre eles, no dia 11, esteve o do projeto Homem em Catarse, do músico Afonso Dorido, na apresentação do álbum “Viagem Interior”, cujo vídeo foi partilhado nas redes sociais.

Homem em Catarse – Bons Sons

Alguém filmou!Que bela celebração.Muito mais que um amor de Verão.❤#bonssons #cemsoldos #mpagdp

Publicado por Homem em Catarse em Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

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Vídeo do concerto na Igreja de São Sebastião

O Jornal I avançou esta segunda-feira que o vídeo gerou indignação por parte de crentes religiosos, que o caraterizaram como um “Woodstock na igreja”, e a polémica levou a Diocese de Santarém a emitir um comunicado no mesmo dia no qual afirma que “o Bispo de Santarém, bem como os serviços da Cúria Diocesana, não tiveram conhecimento prévio de que a Igreja de São Sebastião de Cem Soldos iria ser usada para espetáculos”.

A Diocese de Santarém refere ainda que “não é legítimo programar numa igreja a execução de uma música que não é de inspiração religiosa e que foi composta para ser interpretada em contextos profanos precisos, quer se trate de música clássica ou contemporânea, erudita ou popular: tal facto não respeitaria nem o carácter sagrado da igreja, nem a própria obra musical”, acrescentando que as igrejas devem ser salvaguardadas “para que não se transformem em «simples lugares públicos»”.

O concerto na igreja realizou-se durante o festival Bons Sons. Foto: mediotejo.net

Esta terça-feira, a organização do festival Bons Sons também reagiu, defendendo que o “envolvimento da igreja no BONS SONS é e sempre foi público e os concertos são realizados com a autorização das entidades competentes”, destacando que a igreja “tem sido espaço de encontros de coros, concertos e, desde 2008, palco do BONS SONS” e que o SCOCS, associação local organizadora do festival “desenvolve um trabalho de continuidade, existindo um trabalho de parceria e de mútuo respeito entre todos os agentes locais”.

Na nota enviada para as redações pode ler-se que a indignação “surge de pessoas que não conhecem Cem Soldos, nem o BONS SONS” e a “polémica parte de pessoas ultra conservadoras que têm uma visão muito fechada da Igreja Católica”. A mesma termina com uma citação do Papa Francisco: “Um cristão sem alegria não é cristão; um cristão que continuamente vive na tristeza também não o é. Quando a Igreja é medrosa e não recebe a alegria do Espírito Santo, ela adoece, as comunidades e os fiéis adoecem”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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