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Terça-feira, Outubro 19, 2021

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Tomar | CIRE com problemas salariais por atraso dos reembolsos na área da Formação

O CIRE – Centro de Integração e Reabilitação de Tomar – instituição que dá apoio a pessoas portadoras de deficiência, está a passar por dificuldades de tesouraria devido ao atraso dos reembolsos na área da Formação, ou seja, do Programa da Medida 3.01/POISE.  Os cerca de 110 colaboradores só receberam 60% do salário de outubro e também ainda têm a receber 50% do subsídio de férias, que deviam ter recebido por completo em agosto. Tudo somado, está em causa uma verba de 65 mil euros, para além do atraso no pagamento a fornecedores.

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A situação difícil foi confirmada ao mediotejo.net por Luís Salgueiro, presidente da direcção que assegurou, no entanto, que em novembro os salários já vão voltar a ser pagos por inteiro. Em relação ao subsídio de natal admite que possa voltar a haver um atraso. “Não tem a ver com uma má gestão mas sim porque temos uma valência, a das Formações, que corresponde a 30% do orçamento (cerca de 40 mil euros por mês) e o POISE/IEFP demora 7 a 8 meses a pagar os reembolsos”, disse.

Segundo nos explicou, para concorrer a esses apoios para as formações, o CIRE tem que garantir que existe financiamento com vista à sua realização, sendo que tem pessoal vinculado a esta área, sendo que se devem garantir estes postos de trabalho.

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“Temos conseguido garantir esse financiamento através da banca mas agora o banco já não nos empresta mais dinheiro uma vez que atingimos o limite da conta corrente (225 mil euros). Como tem havido atrasos consideráveis no reembolso do dinheiro das formações, por parte do POISE, esta situação acaba por estrangular a nossa instituição”, explicou, acrescentando que, a seu ver, a instituição deveria ter pelo menos o dobro do crédito na banca.

CIRE de Tomar está a atravessar algumas dificuldades de tesouraria Foto: mediotejo.net

“A conta corrente utilizada é de 225 mil euros, sendo que devemos 40% de vencimento de outubro e 50% do subsídio de férias. Acontece que temos para receber 350 mil euros desses fundos, o que já daria para cobrir e resolver toda esta situação”, adianta o responsável.

Em busca de uma solução, o CIRE enviou a 15 de novembro uma carta ao Gestor Regional do POISE IEFP Centro, expondo as dificuldades financeiras que a Direcção tem de enfrentar derivadas dos atrasos no recebimento das verbas de apoio ao Programa da Medida 3.01/POISE. Na carta, a direcção pede que seja colocado em apreciação “um pedido de carácter extraordinário”, com vista a serem recebidas até ao final do ano pelo menos as verbas equivalentes a 50% do valor orçamentado.

“O recurso ao crédito bancário está esgotado, o pagamento aos fornecedores está com alguns atrasos (120 a 150 dias) e no mês de outubro foram apenas pagos 60% dos ordenados aos trabalhadores. E deve acrescentar-se que está em atraso o pagamento de 50% do subsídio de férias a grande parte dos trabalhadores”, explana a missiva.

A direcção do CIRE sente-se “bloqueada” na sua capacidade de decisão e no arranjo conjuntural de soluções de crédito para fazer face às obrigações contratuais com os trabalhadores e fornecedores. Segundo Otelindo Pereira Andrade, gestor financeiro do CIRE, a instituição tem capacidade para assegurar os pagamentos se os reembolsos não se atrasassem mais do que 4-5 meses no máximo mas, como este prazo é ultrapassado, acaba por gerar constrangimentos graves numa instituição que, só em vencimentos, tem  mensalmente encargos na ordem dos 85 mil euros.

“Nós somos uma instituição transparente e limpa. Quando recebermos o que nos devem vamos pagar tudo. Temos uma despesa muito controlada e estamos muito limitados. A solução passa por se pensar numa outra modalidade de financiamento a estas instituições para que estes atrasos não se verifiquem”, defendeu o responsável.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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