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Sábado, Julho 24, 2021

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Tomar | Cidade volta a ser palco de intervenções de arte urbana

Tomar acolhe a 2ª edição do projeto Com-Templ.-Arte, de 1 a 6 de setembro, que termina com a execução simultânea de quatro murais na cidade por artistas especializados, que concluem o projeto este ano. A cidade volta a ser uma galeria de arte urbana a céu aberto, apostando numa parceria com a associação Riscas Vadias.

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Os novos murais vão ser pintados em paredes públicas, no quartel dos Bombeiros Municipais e no Pavilhão Jácome Raton, e dois, em paredes privadas, na Sociedade Filarmónica Gualdim Pais e outro num edifício de um particular, na Rua Voluntários da República, numa parede recuperada pela autarquia após demolição de habitação no local.

“Foram os quatro locais, que entendemos em conjunto com os artistas, serem interessantes para lhes dar uma nova vida”, começou por lembrar Hugo Cristóvão, vice-presidente da autarquia.

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“Destaco este projeto com componente pedagógica, com trabalho junto das escolas e jovens, em ações desenvolvidas ao longo do ano. Houve outros murais a serem pintados com os jovens locais, bem como um conjunto de workshops e palestras para tentar não só levar para a questão da reabilitação por via da arte urbana e também para explicar aos jovens que riscar paredes é uma coisa e tentar fazer arte é outra”, referiu.

Estão envolvidos nesta segunda fase os artistas Draw & Contra, Nuno Alecrim, ROBOT e LONAC.

Créditos: Com-Templ.-Arte

Também o jovem tomarense João Costa Rosa continua a desenvolver o mural numa das laterais do Pavilhão Municipal da cidade. Resultado de um “desafio direto no sentido de termos um primeiro mural a ser pintado por alguém do concelho”.

Os únicos custos que o município teve incidiram sobre os materiais usados, nomeadamente as tintas e com “algum pessoal que esteve a acompanhar por uma questão de segurança, uma vez que foi necessário recorrer a andaimes”.

Segundo o autarca está em cima da mesa a hipótese de compensar o jovem tomarense pelo seu trabalho, faltando apenas a colocação de verniz no mural, “para proteger a pintura” e concluir.

O projeto Com-Templ.-Arte surge de parceria com a associação Riscas Vadias, sediada em Leiria, com o Município de Tomar.

O orçamento global do projeto inclui todo o trabalho feito ao longo do ano (workshops, palestras, etc), não só as intervenções de arte urbana, e segundo Hugo Cristóvão ronda investimento de 10 mil euros, que é para o vice-presidente da autarquia um custo “bastante simpático”, que inclui “toda a logística” nomeadamente plataformas para o trabalho nos quatro murais em simultâneo e outros materiais.

Questionado pela vereadora do PSD, Célia Bonet, sobre quem escolhe as temáticas dos murais ou se existe quem controle tal, Hugo Cristóvão afirmou que foram escolhidos “artistas conforme os seus estilos”, assumindo ter apenas feito sugestão indiretamente quanto ao mural do quartel de Bombeiros. “Eu, pessoalmente, fiz a sugestão para que fosse baseado numa imagem de uma mulher bombeira, a primeira no mundo”, disse.

Célia Bonet (PSD) recordou a polémica causada pelo mural pintado junto ao rio Nabão, no Mouchão, após intervenção de Violant num projeto da CIMT. “Não vá acontecer depois que venham mais ‘Velhos do Restelo’, e as pessoas fiquem todas incomodadas, porque se deixou aos artistas a possibilidade de escolher os temas – o que até certo ponto poderá estar correto – mas tem que haver algum controlo sobre o que se vai fazer em património do município”, lembrou.

O circuito do Com-Templ.-Arte vai contar com nove intervenções, feitas entre 2018 e 2019, conforme a imagem abaixo.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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