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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Tomar | Centro de vacinação alvo de críticas, PSD propõe mudança de local

O ACES Médio Tejo instalou um centro de vacinação de menor dimensão no primeiro piso do Pavilhão Municipal de Tomar, tendo em vista a conclusão do processo de vacinação contra a covid-19 mas também para administração da vacina da gripe. Porém, muitas têm sido as críticas, relevando os problemas no acesso ao primeiro piso por parte de pessoas com mobilidade reduzida, nomeadamente idosos, que se esforçam para subir uma longa escadaria com pouca segurança. Como se não bastasse, os tempos de espera têm sido morosos, não havendo cadeiras para todos.

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Na terça-feira, dia 2, após o tema ser sido debatido em reunião de executivo, houve relatos da queda de um octogenário que se deslocou ao centro de vacinação, tendo acabado a ser transportado de INEM para o hospital de Abrantes. Recorde-se que, até outubro, o centro de vacinação funcionava no Pavilhão Jácome Ratton, que foi agora devolvido à atividade desportiva e escolar.

O tema já havia sido trazido a debate pelo vereador Luís Francisco (PSD), que deu conta de os vereadores da oposição terem questionado a autarca Anabela Freitas (PS) sobre o funcionamento do atual centro de vacinação tendo por base um rol de reclamações, nomeadamente “a nível de espera e de mau acesso para as pessoas de mobilidade reduzida”.

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O PSD procurou apurar de quem seria a responsabilidade do centro e de como se estaria a atuar para a resolução do problema. Sucede que a autarca informou que a responsabilidade de gestão dos centros de vacinação é do ACES Médio Tejo, e que após vistoria técnica e tendo em vista a segunda fase da vacinação contra a covid-19, houve “opção conjunta do ACES Médio Tejo e da Câmara de passar o centro de vacinação para o Pavilhão Municipal”.

ÁUDIO | Declarações em reunião de Câmara do vereador Luís Francisco (PSD) e resposta do vice-presidente da autarquia, Hugo Cristóvão (PS)

“Fez notar que o equipamento tem elevadores que estão inteiramente disponíveis para serem utilizados pelos utentes do centro de vacinação, bem como haver articulação com o ACES Médio Tejo no sentido de melhorar a circulação de informação ou referenciar outro espaço municipal que reúna as condições para ser transformado em centro de vacinação”, citou o vereador Luís Francisco, sobre a resposta via e-mail pela edil tomarense.

O PSD considera que os relatos e queixas bem como “o desconforto face ao funcionamento do centro” e “em defesa dos cidadãos” deverá rever-se a localização do centro de vacinação.

“Parece-nos que se deverão equacionar alternativas de localização, com piso térreo, que minimizem a dificuldade de mobilidade de quem ali é convocado a apresentar-se. Apontamos duas hipóteses, uma seria a tenda do Mercado Municipal, não funcionando o centro de vacinação no dia do mercado, e outra seria o Quartel dos Bombeiros no espaço onde estão estacionadas viaturas e que nesta fase ficariam parqueadas na rua. Seriam hipóteses a estudar entre outras que se venham a considerar”, referiu o vereador.

Em resposta à intervenção do social democrata, Hugo Cristóvão, vice-presidente da Câmara Municipal de Tomar e que presidia à sessão ordinária, confirmou as explicações da presidente de Câmara, e frisou que o local atual foi escolhido pelo ACES Médio Tejo.

“Tem todas as condições, pensamos nós, possíveis para o efeito. Não sendo o ideal, porque o ideal é ser um rés-do-chão. A verdade é que o elevador existe, está a funcionar, pode haver alguma deficiência de comunicação. De qualquer forma, sei que a senhora Presidente já na passada semana reuniu com responsáveis do ACES no sentido de, sendo essa a vontade da entidade, poder ser encontrado um novo espaço, municipal ou não, desde que tenha melhores condições a nível de espaço e de outros recursos. Sei que ainda não houve feedback, após visitas, no sentido de ser indicado se há vontade de mudar ou não. Aguardemos pelos próximos dias”, mencionou o vice-presidente da CM Tomar.

Já a vereadora Lurdes Fernandes (PSD) realçou o facto de, neste período, os agendamentos da vacinação contra a covid-19 e da gripe seguirem os mesmos trâmites e que se avizinham pelo menos dois meses de tempo com condições atmosféricas difíceis e de vacinação naquele centro.

“Também sabemos, segundo nos informaram, que para o dia de hoje e dias seguintes, por exemplo, há cerca de 300 agendamentos, ou seja, 300 pessoas para vacinar. Não vamos ter só o agendamento da vacinação da gripe, mas também da terceira dose da covid-19 que também já está a ser agendada. Isto exige ação do município, tem que se preocupar com as pessoas que estão a ser agendadas para a vacinação, pois são pessoas com dificuldades de mobilidade”, disse a vereadora, alertando para os “graves problemas” que poderão ocorrer nos próximos meses.

ÁUDIO | Declarações em reunião de Câmara da vereadora Lurdes Fernandes (PSD) e resposta do vice-presidente da autarquia, Hugo Cristóvão (PS)

Hugo Cristóvão (PS) deixou claro que essa preocupação é partilhada pelo executivo socialista, referindo que a autarquia tem estado ao dispor do ACES Médio Tejo, “não podendo dar ordens”.

“O apoio à vacinação tem sido permanente, desde a primeira hora. A questão do Pavilhão Jácome Ratton foi um excelente exemplo”, disse o vice-presidente, notando que foram prejudicadas atividades escolares dando toda a prioridade a esta necessidade.

Também lembrou o apoio municipal de cerca de 50 mil euros para o centro de vacinação, com a aquisição de ares condicionados portáteis para minorar o impacto das temperaturas elevadas que se faziam sentir no verão passado no Pavilhão Jácome Ratton.

“Estamos disponíveis com os recursos existentes ou aqueles que sejam possíveis alcançar, inclusive para mediar com outras entidades a possibilidade de espaços que não sejam municipais, se se verificar que há soluções melhores do que os espaços municipais disponíveis. Agora, essa vontade, ou essa decisão da escolha do local, tem que partir da entidade competente, que lá vai ter os seus recursos, que é responsável pelo trabalho prestado. Creio que poderemos ter novidades em breve”, terminou, dando conta que foram visitados outros possíveis espaços para albergar o novo centro de vacinação na semana passada, estando o veredito final do lado do ACES Médio Tejo.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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