Quarta-feira, Março 3, 2021
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Tomar | Casa onde nasceu Maria de Lourdes de Mello e Castro cedida ao município

A casa onde nasceu Maria de Lourdes de Mello e Castro foi cedida à Câmara Municipal de Tomar para criação da Casa-Museu em homenagem à vida e obra da artista. Foi celebrado entre a presidente da CM Tomar, Anabela Freitas, e Luís Manuel de Mello e Castro de Alvellos, filho da pintora, o contrato de comodato de cedência ao Município do prédio urbano sito na Rua Alexandre Herculano.

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Ccom vista à criação da Casa-Museu em homenagem à pintora Maria de Lourdes de Mello e Castro e à sua obra, o objetivo do projeto é deixar patente ao público o espólio da tomarense, não só artístico, mas também outros objetos e documentação que irá dar a conhecer a vida e o processo de criação desta artista plástica portuguesa.

Pretende-se ainda estimular a criação de exposições e outras atividades pontuais, criando assim mais um “pólo de elevada importância cultural na cidade templária”.

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Maria de Lourdes Mello e Castro foi uma pintora tomarense, nascida em 1903 e falecida em 1996. Foi discípula de José Malhoa e a sua obra enquadra-se na corrente estética do naturalismo. 

Maria de Lourdes de Mello e Castro, natural de Tomar, foi discípula de José Malhoa. Foi uma das mais importantes pintoras do século XX em Portugal. Foto: DR

Recorde-se que a minuta do contrato ora celebrado foi aprovada por maioria, em reunião de Câmara do dia 23 de dezembro, tendo a vereadora Célia Bonet (PSD) votado contra.

A vereadora, tal como já havia manifestado em sessão de executivo camarário de abril, mostrou-se reticente quanto ao contrato de cedência referindo que “é pouco claro e que poderá levar a problemas no futuro” e que “indicia gestão pouco criteriosa, ou seja, danosa para o município”.

Célia Bonet (PSD) disse ainda que não votaria favoravelmente “custos para o município sem os conhecer”, tendo acrescentado que se trata de “custos relevantes num edifício que não é [do município] (…) quando tem vários edifícios seus onde poderia fazer o investimento e colocar o espólio”.

“Não me foi facultado qualquer documento que indique qual o montante previsto para as obras. Entendo ser completamente inadequado e abuso de poder em relação à oposição omitir documentação relevante e determinante para a tomada de decisão”, lê-se na declaração de voto entregue pela vereadora social democrata.

Também é apontada a ausência de esclarecimento quanto à obtenção ou não de financiamento para investir

Célia Bonet, ainda que tenha sublinhado não ter qualquer dúvida “quer da boa-fé do município, quer da boa-fé da família”, indicou que poderia ter sido considerada a hipótese de “adquirir o edifício à família com o compromisso de lá manter o espólio da artista”, frisando que “não foi efetuada esse análise com o custo-benefício em relação à opção tomada”.

Também o facto de se poder abrir “precedente em relação a outros casos de artistas tomarenses que poderão ceder temporariamente os seus espólios em troca de investimentos em edifícios das suas famílias”.

O contrato em causa termina no final de 2020, comprometendo-se a autarquia a manter todas as condições de segurança do edifício, fazendo obras de consolidação e de adaptação para instalar a Casa-Museu.

Ainda assim, reconheceu o PSD a importância da disponibilização do espólio da pintora Maria de Lourdes de Mello e Castro, cuja obra é nacional e internacionalmente conhecida.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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