Sábado, Fevereiro 27, 2021
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Tomar: Casa cheia na apresentação do novo disco da Quinta do Bill (c/vídeo)

O Cine-teatro Paraíso, em Tomar, esgotou a sua lotação na noite de sexta-feira, 3 de junho, para ouvir “Todas as estações”, o novo disco da Quinta do Bill. A banda, originária de Tomar, celebra 30 anos em 2017 mantendo sempre como vocalista Carlos Moisés.

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Carlos Moisés interagiu com o público

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Público mostrou entusiasmo

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A interacção com o público foi uma constante ao longo do espectáculo com vocalista do grupo a revelar que este disco fala, sobretudo, de amor. Disse ainda que, numa ocasião em que não tinham espaço para ensaiar, vinham para o Cine-Teatro Paraíso, pelo que este lugar lhes diz muito. Atualmente, ensaiam numa antiga escola primária que lhes foi cedida pelo município.

O grupo tocou, ao longo do espectáculo, as 10 canções que compõem o seu novo disco, com um público entusiasmado a cada nova revelação. Neste dia, quem comprou o bilhete teve direito a levar o novo álbum da Quinta para casa.

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Lotação da sala do Cine-teatro, 450 lugares, ficou quase completa

Carlos Moisés e Paulo Bizarro explicaram que a equipa que produziu este álbum é a mesma do disco anterior (Se7e) e daí existirem algumas semelhanças. “É natural que este disco tenha algumas semelhanças com o Se7e mas parece-me que neste álbum cada canção – e aqui entra a parte de composição – é única e marca a diferença por isso mesmo e por ter uma construção sonora diferente”, disse Carlos Moisés.

No álbum “Todas as Estações”, os Quinta do Bill procuraram não se desvincular da sua identidade musical mas, por outro lado, buscaram “parcerias no sentido de conseguir alguma modernidade ou forma de abordagem ao som”. Carlos Moisés revela que a”essência” dos Quinta do Bill está latente neste disco mas que, ao mesmo tempo, quem ouve “Todas as Estações” parece que está perante uma “Quinta do Bill rejuvenescida e cheia de força para abraçar novos desafios, novas temporadas”, com o objectivo da conquista de novos públicos.

“Sentimos-nos jovens e queremos fazer música para os mais novos e para os menos jovens, ou seja para todas as gerações. Daí a preocupação de procurar a modernidade. Isso é vital para nós. Parece um disco de uma malta nova que está a começar”, refere Carlos Moisés.

“Algumas pessoas que trabalharam neste disco, chegaram a gabar a nossa “coragem” em todos os discos, de arriscarmos e sairmos um pouco do nosso registo habitual”, atalha Paulo Bizarro, que a par de Carlos Moisés, foi um dos fundadores da banda em 1987.

A opção de arriscar em novas sonoridades, explicam, advém do facto dos restantes elementos do grupo – são os mesmos há mais de 10 anos – se moverem em universos musicais diferentes. “Houve a necessidade de haver uma comunhão estética entre todos que culminasse num trabalho que realizasse todos”, atesta Carlos Moisés, acrescentando que estas várias abordagens são salutares.

Paulo Bizarro refere que esta equipa é a mesma do último álbum de originais “Se7e” referindo que este é um álbum mais amadurecido e o próprio alinhamento das músicas – a cargo do produtor – foi pensado para se conseguir uma maior harmonia entre as canções, “todas muito diferentes umas das outras”.

As letras das músicas de “Todas as Canções” foram assinadas por várias pessoas, entre João Afonso e o escritor José Luís Peixoto, com quem estabelecem uma grande cumplicidade. De todas as 10 canções, Carlos Moisés refere que ainda está a saboreá-las, pelo que não arrisca a dizer qual a sua preferida. “Em cima do palco, a canção transforma-se. Ainda estou para perceber como é que as nossas canções resultam tocadas ao vivo”, refere, prometendo dar sempre o seu melhor.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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