Tomar: Candidato do CDP-PP quer devolver qualidade de vida aos tomarenses

O CDS-PP formalizou o anúncio do arquólogo Nuno Ribeiro como cabeça de lista às autárquicas de 2017, à Presidência da Câmara Municipal de Tomar no passado sábado, 8 de outubro, num jantar-convívio na aldeia de Roda Grande, freguesia da Asseiceira.

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“O que queremos mostrar com a escolha deste local para anunciar a minha candidatura é que o concelho não é só a cidade de Tomar mas também as nossas aldeias. A Roda Grande é uma aldeia que tem sofrido desertificação e as pessoas têm estado a perder qualidade de vida. Para porem uma carta no correio têm que ir à Linhaceira”, explicou Nuno Ribeiro.

Em relação aos vereadores e candidatos a presidentes de junta, não foi formalizado o anúncio de nenhum nome embora se tenha apurado que o segundo elemento da  lista à Câmara é Sílvio Brito, professor no Instituto Politécnico de Tomar, indo em terceiro lugar Cidalina Pedreiro, médica.

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Nuno Ribeiro com José Vasco Matafome, presidente da comissão política distrital de Santarém do CDS/PP Foto: mediotejo.net

O momento contou com a presença de responsáveis de concelhias e dirigentes nacionais,  militantes e simpatizantes. Nuno Ribeiro, que também é presidente da concelhia do CDS-PP de Tomar, refere que já desenvolveu esforços para reunir com a população desta freguesia e ficar a saber directamente quais os problemas que existem. “Nós sabemos que a nossa população está envelhecida e como tal está mais frágil, sendo necessário infra-estruturas como lares, centros de dia e mais camas para doentes de cuidados continuados e para os que ainda estão no activo mais emprego”, atesta.

Nuno Ribeiro acrescenta que também já reuniu com alguns  empresários do concelho, diversos sectores de actividade, tendo afirmado que “existem projectos para serem aprovados pela câmara Municipal há 17 anos”. De acordo com o cabeça de lista do CDS-PP, são muitos os empresários que desistiram de investir em Tomar por causa da “morosidade e pela falta de incentivo”.

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Sílvio Brito e Cidalina Pereiro são apontados como o n.º 2 e 3 de Nuno Ribeiro (ao centro) Foto:mediotejo.net

Em relação às populações, Nuno Ribeiro quer acabar com as assimetrias que existem entre as pessoas que vivem na aldeia e as que vivem na cidade. “Infelizmente no nosso concelho não se tem olhado para as aldeias, existindo inclusivamente políticos que passaram por Tomar que defendiam não se investir nas aldeias para assim acabar com elas mais depressa. Esquecendo-se que se as aldeias acabassem, a cidade morria. Quando começamos este percurso há pouco mais de um ano, não imaginávamos que o concelho estaria tão doente”.

Para o candidato do CDS-PP nos últimos 20 anos foram cometidos muitos erros de gestão. “Veja-se, por exemplo, o parque de campismo que foi recentemente visitado pela ASAE e em consequência terá que fechar, porque não está legal, pois encontra-se em terrenos que não permitem a sua utilização e isto porquê? Por inépcia de um executivo anterior”, exemplifica.

Sobre o turismo e a cultura do município de Tomar considera que apesar do concelho ser banhado por dois rios (Nabão e Zêzere), e ter duas albufeiras, não existe uma única praia fluvial digna desse nome com um mínimo de infraestruturas e segurança para capitalizar estes recursos endógenos de grande valor e potenciar investimento privado e emprego.

Também se refere “à inexistência de um Museu Municipal”, onde estejam representados os principais temas do Concelho, nomeadamente etnografia (Festa dos Tabuleiros/Festa do culto Espírito Santo e Festas tradicionais), Templários e sua história, arqueologia do Concelho (com um património incrível e desconhecido pela população).

Sendo arqueólogo de formação, lamenta o estado de abandono do antigo “coração” da Cidade Romana: o Forum, que se situa atrás do quartel dos Bombeiros de Tomar ou da Vila romana de São Pedro de Caldelas. “Existem pessoas vindas da sociedade civil de diversas áreas do conhecimento com carreiras, e que já mostraram o seu valor ao longo das suas vidas e que estão disponíveis para ajudar a fazerem a mudança e a reforma que Tomar precisa”, refere,acrescentando que, por tudo isto, o partido pensa que ele é a pessoa certa para esta “batalha”.

“A nossa luta não será contra pessoas, nem contra os outros partidos. Será uma luta apenas de ideias com o único objectivo que é o bem comum da nossa comunidade”, conclui, apelando ao voto.

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