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Quarta-feira, Junho 16, 2021

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Tomar | Câmara transfere propriedade dos terrenos do Hospital para Ministério da Saúde (C/ÁUDIO)

A Câmara de de Tomar aprovou por unanimidade a proposta de passagem da titularidade dos terrenos onde se encontra implantado o Hospital de Tomar, do Centro Hospitalar do Médio Tejo, para o Ministério da Saúde. Em causa está um valor de mais de quatro milhões de euros que deixa de ser património do Município.

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“Aquilo que estamos a fazer é aquilo que a Câmara há 20 e não sei quantos anos se comprometeu. Aliás, as três Câmaras – Abrantes, Tomar e Torres Novas – comprometeram-se na altura à passagem da titularidade dos terrenos para o Ministério da Saúde”, explicou a presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas (PS), dando conta de que Tomar é a última Câmara a concretizar a transmissão de propriedade dos terrenos.

A autarca admitiu a necessidade de “honrar aquilo que foram os compromissos de então”, afirmando que este processo tem estado nas mãos do atual executivo desde 2017, ultimamente com o Centro Hospitalar do Médio Tejo “a pressionar” para tal transmissão de propriedade.

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Anabela Freitas refere que a autarquia vai “deitar o barro à parede” e tentar que esta passagem de titularidade de terrenos seja reversível caso os terrenos venham a ter outro uso que não o de unidade hospitalar. “Se o Ministério vai aceitar ou não, não sabemos”, assumiu a edil.

Áudio | Presidente da CM Tomar em reunião de Câmara a 10 de maio

Em reação à proposta apresentada em reunião de Câmara, o vereador Luís Ramos (PSD) lembrou a perda de valências que tem sofrido o Hospital de Tomar, nomeadamente a urgência médico-cirúrgica, questionando sobre se “não era altura de negociar esta situação, em contrapartida da transmissão da propriedade”.

Já a vereadora Célia Bonet (PSD) admitiu compreender o facto de o Município ter vindo a adiar esta decisão, sublinhando o impacto dos mais de quatro milhões de euros (4.063.950,20€) que “deixa de ser património do Município”.

Referindo que esta transmissão é obrigatória, tendo em conta a exigência da lei em que o Ministério da Saúde tenha os terrenos contabilizados, a vereadora social-democrata admite a necessidade de se encontrar “um equilíbrio”.

“É bom para Tomar ter um hospital, não há dúvida nenhuma. É obrigatório que o terreno seja contabilizado no Ministério da Saúde, obviamente. Mas, pelo menos, tentar precaver que um dia, daqui a 20 anos, não se lembrem de desmantelar o hospital e fique ali um centro de saúde com uma valência ou duas”, disse.

“Aquilo que se pretendia era fazer alguma pressão – embora eles saibam que nós somos obrigados a fazer isto, e, portanto, a pressão tem o valor que tem – para que conseguíssemos algumas valências para o hospital ou o retorno de algumas valências e também assegurar que aquilo continua a ser um hospital mas com x valências, não vá aquilo um dia destes ser um hospital fantasma e ter lá duas valências ou uma e meia e continua a ser um hospital público e nós não podemos fazer nada porque de facto é um hospital público”, disse ainda Célia Bonet (PSD).

Aprovada em reunião de Câmara a transmissão de propriedade dos terrenos onde se encontra o Hospital de Tomar para o Ministério da Saúde, a proposta segue agora para aprovação da Assembleia Municipal de Tomar.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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