Tomar | Câmara pondera avançar com testes à covid-19 na comunidade educativa

Câmara pondera avançar com testes à covid-19 na comunidade educativa. Foto: mediotejo.net

O Município de Tomar, que já tinha sido pioneiro em março ao avançar com a realização de testes em lares, forças de segurança e bombeiros, bem como em funcionários municipais e eleitos, não descarta atuar no seio da comunidade escolar (alunos, professores, assistentes operacionais e técnicos) após balanço da primeira semana de aulas. A indicação foi dada pela edil tomarense Anabela Freitas (PS), durante a reunião de Câmara de segunda-feira, dia 14 de setembro, em que disse ser intenção da autarquia ir “mais além” das medidas impostas pela DGS em contexto escolar, ficando o município encarregue dos custos inerentes.

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Na sessão, a autarca deu conta de que haverá reunião no final da semana para ponto de situação com os diretores dos Agrupamentos de Escolas de Tomar, mas Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, admitiu que o município quer ir além das medidas emanadas pela Direção-Geral de Saúde em contexto escolar.

Este acompanhamento do Município a toda a comunidade educativa, cerca de 4.900 pessoas, pretende antecipar cenários que possam advir após o início do novo ano letivo em regime presencial.

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“Gostaríamos de ir mais além daquilo que são as normas da DGS, nomeadamente em matéria de testagem. Estivemos a falar sobre esta matéria e estamos a tentar articular. Vamos ver como corre esta primeira semana de aulas, mas estamos preparados para, se for necessário e assumindo a Câmara as custas, ir mais além”, afirmou Anabela Freitas.

Em balanço, a autarca referiu-se aos 144 casos (+1 confirmado a 14 de setembro) contabilizados no concelho de Tomar desde início da pandemia, frisando que “as cadeias dos casos ativos que existem estão perfeitamente identificadas”.

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Anabela Freitas mencionou que “são resultantes de ambiente familiar e de convívio social, pessoas que provavelmente aliviaram um pouco as regras durante as férias e agora regressaram”.

Por outro lado, a autarca afirmou que o Município tem mantido visitas-surpresa aos lares do concelho “para saber se continuam a manter o cumprimento dos planos de contingência e ver se está tudo bem ou se é preciso afinar algum procedimento”, ainda que não tenham aparecido novos casos.

Ainda assim, Anabela Freitas considera que não se pode “baixar a guarda a esse nível” e deu conta da preocupação com a possibilidade de surtos nos lares, apesar das 18 brigadas distritais criadas para atuarem no caso de algum problema surgir num lar e substituírem trabalhadores.

“O certo é que são constituídas por 30 elementos e atuam a nível do distrito de Santarém. Ainda assim, e temendo que possam existir situações em 4 ou 5 lares em simultâneo, o número de pessoas que integram a brigada não é suficiente para atuar no terreno numa situação de crise”, afirmou.

“Temos estado a falar [CIMT, lares e Delegada de Saúde] no sentido de criar brigadas concelhias. Sabemos que os nossos lares estão já a trabalhar no limite em matéria de recursos humanos. Muitos deles estão a trabalhar em espelho”, contextualizou.

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Segundo Anabela Freitas “a ideia é cada lar fornecer um trabalhador de determinado setor (cozinha, lavandaria, etc) quando seja necessário articular a criação dessa brigada concelhia”.

O assunto irá ainda ser debatido com as direções dos lares e com a Delegada de Saúde do ACES Médio Tejo em reunião a realizar em breve.

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