Tomar | Câmara Municipal quer adquirir Sinagoga e edifício contíguo para o património municipal

Sinagoga de Tomar. Foto: mediotejo.net

A Câmara Municipal de Tomar pretende avançar com o início do processo para aquisição da Sinagoga de Tomar e do edifício contíguo para o património municipal. O imóvel pertence ao Estado, mais propriamente estando na alçada da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, mas tem sido o Município a garantir a realização de obras de conservação e reabilitação.

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Será feita uma proposta de aquisição, que foi aprovada por unanimidade e com apoio dos vereadores do PSD, ao Estado no sentido de poder aquele imóvel ser parte do património municipal.

A autarca Anabela Freitas (PS) consultou a família que doou ao Estado o edifício, e esta não se opõe à proposta de aquisição com a condição que o Município cumpra com o designado: criar o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto e proceda à reedição de alguns livros que já estão com edição esgotada.

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O Município pediu uma avaliação do imóvel, antes da última intervenção para requalificação, tendo esta remetido para o valor de 87 mil euros.

Foto: mediotejo.net

“A proposta é entrar em processo de negociação com a Direção-Geral de Tesouro e Finanças, mas numa primeira fase irá tentar-se que seja feita uma transmissão não onerosa. Caso não seja possível, a autarquia avança com a proposta de 87 mil euros como base de negociação”, explicou a autarca tomarense.

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“Se é um espaço que está em Tomar, se é a Câmara que financia e reabilita, deve estar na posse do Município e dos tomarenses aquele bem”, afirmou a presidente da CM Tomar, lembrando o investimento de mais de 300 mil euros na conservação e recuperação do edifício, além dos custos de funcionamento.

A Sinagoga de Tomar, situada na antiga Rua da Judiaria, foi edificada em meados do século XV. Segundo a DGPC, foi no século XIX transformada em armazém, e no ano de 1920 foi identificada como um antigo templo judaico. Corria o ano de 1921 quando foi classificada como como Monumento Nacional.

Em 1923 o edifício foi comprado por Samuel Schwarz, judeu polaco e investigador da Cultura Hebraica, tendo doado o edifício, em 1939, ao Estado Português para a instalação do Museu Luso-Hebraico de Abraão Zacuto.

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